Família cobra respostas um mês após desaparecimento da corretora Daiane Alves
Cunhada revela que síndico e Daiane tinham histórico de desavenças por conta de disputa por aluguéis no condomínio em que moravam; manifestação acontece na praça Tubal Vilela
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Há um dia de completar 1 mês do seu desaparecimento, familiares movimentam manifestação neste sábado (17) para cobrar respostas sobre o paradeiro da corretora Daiane Alves. A uberlandense morava em Caldas Novas, onde administrava imóveis da família. A manifestação vai acontecer na praça Tubal Vilela às 16 horas.
Em entrevista com a cunhada de Daiane Alves, Ludmila Medeiros conta à reportagem da TV Paranaíba que as desavenças com síndico do condomínio são antigas e começaram por uma “disputa de território”.

O que gerou o conflito
O síndico já possui um histórico antigo de conflitos com a corretora de 43 anos. A cunhada explica que ele possui apartamentos para alugar condomínio em que Daiane também alugava os imóveis da família, dos quais era responsável. A briga entre os dois seria em razão dessa disputa de aluguéis.
Em meio às desavenças, o síndico teria desligado energia e água dos apartamentos de Daiane, que chegou a abrir um processo sobre esse fato. No dia do seu desaparecimento, ela gravou os registros por orientação do advogado, após perceber que novamente teve sua energia desligada.
Um documento ainda mostra que em agosto de 2025 moradores do condomínio votaram pela proibição da entrada e permanência de Daiane Alves no prédio.
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Em apuração da reportagem da TV Paranaíba, o condomínio relatou que das 58 pessoas presentes na assembleia, a maioria teria votado de acordo com a proposta da reunião.
A cunhada, por outro lado, revela que alguns moradores, sabendo dos conflitos da corretora e do síndico, não quiseram se envolver e se abstiveram da votação. Contudo, dentro do processo da assembleia, os votos que não foram realizados, foram considerados favoráveis à expulsão da corretora. Esse caso foi para a Justiça e o juiz invalidou a decisão da assembleia, em razão da forma como foi realizada.
Caso de agressão
A reunião que pautava a expulsão de Daiane Alves do condomínio, teria sido realizada em uma movimentação do próprio síndico. Ele alegava que Daiane era polêmica, criava desavenças e que ela ainda teria agredido a zeladora do prédio, que seria esposa do síndico. Essa acusação não chegou a ser comprovada.
Em um relato da corretora, ela também acusa o síndico de agressão. Ela foi ouvida pela polícia na época da denúncia e conta que em mais um episódio em que seu apartamento estava sem água ela foi agredida pelo homem com uma cotovelada no rosto. Veja o depoimento cedido pela TV Record Goiás:
A corretora ainda chegou a denunciar o síndico por invasão de domicílio e agressão corporal, registro que consta em boletim de ocorrência.

Relembre o caso
No dia 17 de dezembro de 2025, a mãe e a filha de Daiane Alves conversaram pela manhã com a corretora e combinaram que sairiam de Uberlândia até Caldas Novas para se encontrarem no prédio em que ela morava e alugava os apartamentos.
No entanto, o contato foi interrompido ainda naquela noite. “Eu tentei falar com ela várias vezes e o celular já não respondia. Quando cheguei no dia 18, no fim da tarde, fui direto ao apartamento. Abri a porta e ela não estava”, relata Nilse Alves, mãe da corretora.
Dentro do imóvel, tudo indicava que Daiane havia saído às pressas: óculos de grau deixados para trás, porta aberta, máquina de lavar com o ciclo interrompido e pertences pessoais no local.
Um dos pontos que mais angustiam a família são os últimos registros em vídeo. Pouco antes de desaparecer, Daiane Alves gravou mensagens para uma amiga mostrando que o apartamento estava sem energia elétrica. Em seguida, ela aparece no elevador, conversa com o recepcionista e informa que iria até o subsolo para religar o padrão de energia, algo que, segundo a mãe, era comum no prédio.
“Ela saiu sem os óculos, deixou tudo para trás e foi apenas resolver isso. A gente tem cem por cento de certeza do motivo pelo qual ela desceu. O que não sabemos é o que aconteceu depois, porque não há nenhuma imagem dela voltando”, disse a mãe.
Como está a investigação
Desde o último vídeo que mostra Daiane Alves descendo ao subsolo do condomínio, não há novos registros visuais nem informações sobre o seu paradeiro da corretora. Assim que souberam do desaparecimento, a mãe e a irmã da corretora, que moram em Uberlândia, viajaram para Goiás para acompanhar de perto as investigações.
A mãe de Daiane Alves também relata que conseguiu acesso ao WhatsApp Web da filha, mas nenhuma mensagem ou pista nova foi encontrada. O celular de Daiane segue desligado. “É uma sensação de impotência. A gente precisa de respostas, precisa saber onde ela está”, conclui.
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Em contato com o síndico, ele informou que também acompanha a investigação e que tem ajudado no que é possível e necessário nas buscas. Em todo momento, ele nega envolvimento em seu desaparecimento.
A equipe do Paranaíba Mais também tentou contato com a polícia civil de homicídios, que agora acompanha o caso, mas não houve retorno até o fechamento dessa matéria.