“Covarde, doente”: Mãe de Daiane Alves desabafa ao ver síndico entrar na viatura

Nilse Alves rompe o silêncio após o síndico Cléber Rosa confessar ter matado a corretora uberlandense em Caldas Novas; em meio à revolta, família destaca o alívio pelo início da justiça

, em Uberlândia

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Na manhã desta quarta-feira (28), Nilse Alves Pontes Souza, mãe da corretora Daiane Alves Souza, assistiu ao momento em que o síndico Cléber Rosa de Oliveira era conduzido pela polícia e colocado dentro da viatura. Para ela, a frieza do homem, que confessou ter matado sua filha, revela uma personalidade perturbada.

Daiane Alves
Mãe de Daiane Alves se revolta após encarar o assassino da filha – Crédito: TV Record/Reprodução

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“Eu vi a cara dele agora entrando na viatura. Normal, normal. Realmente um doente”, desabafou Nilse, durante entrevista à TV Record. O desfecho ocorre após 40 dias de uma busca da corretora uberlandense desaparecida.

Na madrugada desta quarta-feira (28), o síndico Cléber Rosa de Oliveira, natural de Araxá (MG), confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO), segundo as autoridades policiais goianas. O crime teria ocorrido no subsolo do edifício, após a vítima ter a energia de seu apartamento cortada.

O suspeito indicou à Polícia Civil o local onde ocultou o corpo, a cerca de 15 km da cidade. O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso na operação. Um porteiro do condomínio também é investigado.

Medo como rotina

A tragédia, segundo a mãe, foi o ápice de um terror psicológico que Daiane enfrentava diariamente. Questionada sobre o temor da filha em relação ao síndico, Nilse revelou o sofrimento da corretora uberlandense. “Muito medo, muito. A gente falava para ela: ‘vamos embora’, e ela dizia: ‘não, é meu direito ficar aqui’. Ela me dizia: ‘mãe, eu sou humana e ele me trata como se eu fosse um lixo’. Eu tenho essas falas dela comigo”, relatou a mãe, revoltada, em entrevista exclusiva ao programa “Hoje em Dia” da Record.

Apesar de temer represálias e perseguições, a família confessa que nunca imaginou que a disputa administrativa chegaria ao nível de um homicídio. “Nunca imaginei que ele seria tão covarde. O que ele ganhou com isso? Ele queria tirar ela de dentro do prédio e conseguiu. Ela não está mais lá, mas e ele? E agora?”, questionou Nilse, referindo-se à prisão do acusado.

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“A justiça começou agora”

Durante os 40 dias de desaparecimento, Nilse afirmou que sua persistência foi alimentada pelo espírito combativo da filha. Daiane era conhecida por não aceitar injustiças e lutar por seus direitos como gestora de imóveis no condomínio.

“Esses dias todos não era eu, era ela. A força de enfrentar, de não aceitar injustiça, de gritar e buscar o que tinha direito era a força da Daiane em mim”, disse. Agora, o objetivo da família muda de foco, o desejo é oferecer momentos de despedida digno à corretora.

Vídeo mostra o exato momento em que o síndico Cléber Rosa é conduzido pela polícia após confessar o assassinato de Daiane Alves: