Corretora desaparecida: caso passa a ser tratado como homicídio e síndico é denunciado

Desaparecida após sair do elevador do prédio onde morava, Daiane Alves Souza tinha 12 processos contra o síndico, agora denunciado por perseguição pelo Ministério Público de Goiás

, em Uberlândia

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O caso da corretora desaparecida Daiane Alves Souza teve um avanço nas investigações e passou a ser oficialmente tratado como homicídio pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). A mudança de rumo ocorre no momento em que o síndico do prédio onde a vítima morava foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) pelo crime de perseguição. A denúncia do MP se refere a fatos anteriores ao desaparecimento da corretora e, portanto, corre separadamente ao inquérito policial.

Daiane Alves relata que foi agredida pelo síndico
Daiane Alves chegou a relatar que síndico teria desferido uma cotovelada em seu rosto, após ela contestar falta de água em seu apartamento – Crédito: TV Record Goiás/Reprodução

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Daiane está desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado. A última imagem registrada da corretora mostra ela saindo do elevador do prédio onde residia, em Caldas Novas (GO). Desde então, não houve mais contato com familiares ou amigos, o que intensificou a mobilização das autoridades e aumentou a pressão por respostas.

De acordo com informações do portal R7, a Delegacia de Homicídios de Goiás assumiu o caso na última sexta-feira (16). Com isso, a investigação deixou de trabalhar apenas com hipóteses iniciais e passou a tratar o desaparecimento como homicídio, diante dos indícios reunidos até o momento.

Em nota, a Polícia Civil informou que foi criada uma força-tarefa para apurar o caso da corretora desaparecida. Os trabalhos estão sob a coordenação do delegado titular do Grupo de Investigação de Homicídios, com atuação integrada de equipes das delegacias locais. Segundo a corporação, detalhes adicionais não serão divulgados para preservar o sigilo das investigações.

Perseguição

Além disso, o Ministério Público de Goiás denunciou o síndico Cléber Rosa de Oliveira pelo crime de perseguição. Conforme a denúncia, ele teria se valido do cargo para vigiar Daiane por meio do sistema de câmeras do condomínio, além de constrangê-la de forma recorrente.

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O MP também aponta interferências no fornecimento de serviços essenciais, como água, luz e gás, em imóveis administrados pela corretora.

Ainda segundo os autos, Daiane possuía 12 processos judiciais contra o síndico, entre ações cíveis e criminais. Onze seguem em andamento e um foi arquivado com decisão favorável à corretora. O MPGO esclareceu que essas denúncias se referem a fatos anteriores ao desaparecimento e que, até o momento, não há comprovação formal de ligação direta entre os processos e o sumiço da vítima.

Na ação penal, o Ministério Público pede a condenação criminal do síndico e o pagamento de indenização mínima por danos morais, fixada em dois salários mínimos.

A defesa de Cléber Rosa de Oliveira foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.