Conheça a primeira mulher general do Brasil
Promoção inédita marca avanço da presença feminina nas Forças Armadas após quase 30 anos de carreira da oficial
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Nesta quarta-feira (1), o Exército Brasileiro ganha sua primeira mulher general em sua história. A Coronel Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, médica e natural de Recife (PE), entrou no Exército em janeiro de 1996, e deve assumir a direção do Hospital Militar da Área de Brasília (HMAB).

Segundo o Exército Brasileiro, “a promoção ao posto de General de Brigada é resultado de criterioso processo de avaliação conduzido pelo Alto-Comando do Exército. Entre os requisitos estão o tempo de serviço, o mérito profissional, o desempenho em funções de comando e Estado-Maior e a realização dos cursos obrigatórios de altos estudos militares.”
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Quem é a primeira mulher general?
Indicada para se tornar a primeira mulher general do Brasil, Coronel Cláudia entrou na corporação em 1996 como oficial temporária, no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia (GO). Em 1998, concluiu o Curso de Oficiais Médicos, após ser aprovada no Concurso de Admissão para a Escola de Saúde do Exército.
Com quase 30 anos de atuação, acumulou uma carreira consistente na área de Saúde Operacional e Hospitalar, marcada pelo domínio técnico e pela atuação de destaque em posições de comando e assessoramento, evidenciando forte capacidade de liderança.
Dentre as diversas funções exercidas, destacam-se: chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro; diretora do Hospital de Guarnição de Natal, no Rio Grande do Norte; e diretora do Hospital Militar de Área de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Mulheres no exército
Ainda de acordo com o Exército Brasileiro, “a promoção representa um marco institucional e reflete a evolução contínua da presença feminina nas fileiras do Exército, pautada pelo mérito, dedicação e compromisso”.
Para a Força Armada, a corporação se prepara para um novo marco histórico. “As primeiras mulheres soldados estão prestes a iniciar o Serviço Militar. Em 2025, mais de 33.720 mulheres se alistaram em todo o território nacional, dessas, 1.010 incorporarão às fileiras do Exército no dia 2 de março de 2026, dando prosseguimento no aumento da presença feminina na Força Terrestre”.
Desde 2016, o Exército Brasileiro passou a ampliar a participação feminina ao autorizar o ingresso de mulheres na linha de ensino militar bélico. A iniciativa abriu espaço tanto nos Cursos de Formação de Sargentos quanto na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), representando um avanço importante na promoção da igualdade de oportunidades e no fortalecimento da instituição.
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Esse movimento ganhou um novo capítulo em 2025, quando, pela primeira vez, mulheres foram promovidas à graduação de subtenente, o posto mais alto entre as praças. O feito simboliza a consolidação da presença feminina nos níveis mais elevados da carreira. As militares fazem parte da turma pioneira formada em 2002, composta por 16 mulheres e 4 homens, que ingressaram como terceiros-sargentos.