Caso Euclides: corpo foi concretado em caixote e deixado em lote, diz Polícia Civil
Delegado afirma que vítima foi levada para galpão no Jardim Europa, morta após “tribunal do crime” e abandonada no bairro Nossa Senhora das Graças
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O caso Euclides Oliveira ganhou novos detalhes nesta terça-feira (16), após a Polícia Civil (PC) confirmar que o corpo encontrado em um lote no bairro Nossa Senhora das Graças, em Uberlândia, é do homem de 62 anos levado à força de casa no dia 8 de junho.
Segundo o delegado Carlos Fernandes, responsável pela investigação, Euclides foi levado para um galpão no bairro Jardim Europa, onde teria sido submetido a um “tribunal do crime” organizado por integrantes de uma facção criminosa. Depois da morte, o corpo foi colocado em uma estrutura semelhante a um caixote, coberto com concreto e retirado do local.
A suspeita inicial da PC é que os criminosos pretendiam jogar a estrutura em um rio para dificultar a localização. No entanto, após a primeira prisão e a apreensão de um veículo usado no crime, o grupo teria se apressado para retirar o corpo do galpão e abandoná-lo às margens da Avenida Arcírio Cardoso da Silva.

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Caso Euclides Oliveira: corpo foi encontrado após análise de imagens
A localização do corpo ocorreu após uma nova etapa de análise de câmeras de segurança. De acordo com a Polícia Civil, os investigadores identificaram a movimentação de uma carretinha transportando a estrutura concretada para a região do bairro Nossa Senhora das Graças.
Na manhã desta terça-feira (16), equipes foram ao local e encontraram o corpo. Apesar do estado avançado de decomposição, a Polícia Civil afirma não ter dúvidas de que se trata de Euclides, devido à dinâmica do crime e a objetos pessoais localizados junto ao corpo. Mesmo assim, exame de DNA será realizado.
Motivação do crime
Durante a investigação, a Polícia Civil informou que familiares de uma criança teriam acusado Euclides de um suposto abuso. No entanto, segundo os investigadores, não existe boletim de ocorrência, denúncia formal, comunicação ao Conselho Tutelar ou qualquer prova que comprove a acusação.
A linha apurada pela Delegacia de Homicídios aponta que integrantes de uma facção criminosa decidiram promover um “tribunal do crime” para julgar a vítima por conta própria. O delegado reforçou que o Poder Judiciário é o único órgão responsável por julgar acusações criminais.
Quatro presos e três procurados
De acordo com a Polícia Civil, quatro pessoas estão presas por suspeita de envolvimento no caso Euclides Oliveira, e outras três seguem sendo procuradas. Além disso, duas mulheres foram presas em uma ocorrência relacionada ao tráfico de drogas durante a operação realizada na segunda-feira (15), quando os policiais localizaram um laboratório de entorpecentes no bairro Brasil.
A defesa de dois investigados informou que ainda busca acesso completo aos elementos da investigação. Em relação ao primeiro preso no caso, o advogado afirmou que o cliente trabalhava no momento do crime e que a participação dele, se confirmada, estaria restrita à guarda de um veículo, sem conhecimento sobre a ação criminosa.
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Polícia segue analisando provas
A Delegacia de Homicídios agora concentra os trabalhos na análise de celulares, imagens, veículos apreendidos e demais materiais recolhidos durante as operações.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo é detalhar a participação de cada investigado no sequestro, morte e ocultação do corpo de Euclides.
As audiências de custódia dos presos da última operação começaram nesta terça-feira e devem continuar nesta quarta-feira (17), em Uberlândia.