Caso Euclides: Polícia aponta tribunal do crime, prende quatro pessoas e intensifica buscas por corpo
Investigação revela atuação de uma facção criminosa, enquanto equipes seguem mobilizadas para esclarecer os últimos detalhes do caso
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A Polícia Civil (PC) revelou nesta segunda-feira (15) novos detalhes sobre o desaparecimento de Euclides Oliveira, de 62 anos, levado à força em frente à própria casa, no bairro Tibery, em Uberlândia. Durante coletiva de imprensa, os investigadores afirmaram que trabalham com a certeza de que a vítima foi morta após ser submetida a um chamado “tribunal do crime” promovido por integrantes de uma facção criminosa.
Apesar das buscas realizadas nos últimos dias, o corpo ainda não foi localizado. Mesmo assim, os delegados responsáveis pelo caso afirmaram que não existe mais a possibilidade de Euclides ser encontrado com vida. A operação realizada nesta segunda-feira resultou na prisão de seis pessoas, sendo quatro suspeitas de participação direta no sequestro e homicídio e duas por envolvimento com o tráfico de drogas.

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Caso Euclides Oliveira teve reviravolta após análise de imagens
Segundo o delegado Carlos Fernandes, responsável pelas investigações, o trabalho de monitoramento de imagens de segurança foi fundamental para reconstruir o trajeto percorrido pelos criminosos após ele ser levado.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi retirada à força do bairro Tibery e levada para um galpão localizado no bairro Jardim Europa, a mais de 20 quilômetros do local da abordagem. Os investigadores afirmam que conseguiram acompanhar o deslocamento da Fiorino utilizada no transporte da vítima e identificar movimentações suspeitas feitas pelos envolvidos. Entre elas, a compra de materiais de construção, como areia e cimento, poucas horas após o sequestro.

Polícia suspeita de ocultação de cadáver em galpão
As buscas se concentraram em um galpão apontado pela investigação como possível local de execução e ocultação do corpo. Segundo a delegado Carlos Fernandes, equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram escavações, quebraram paredes e utilizaram equipamentos especializados após encontrarem sinais recentes de manipulação de cimento no imóvel.
No local, foram identificados vestígios como pás com resíduos de concreto, recipientes utilizados em obras e marcas compatíveis com intervenções recentes. Apesar disso, o corpo ainda não foi localizado.
A Polícia Civil informou que novas buscas serão realizadas com apoio de cães farejadores do Corpo de Bombeiros e de equipes de perícia.
Motivação estaria ligada a acusação sem registro oficial

Durante a coletiva, os investigadores apresentaram a principal linha de apuração sobre a motivação do crime. Segundo a Polícia Civil, familiares de uma criança teriam acusado Euclides de um suposto abuso ocorrido anteriormente. No entanto, os delegados destacaram que não existe boletim de ocorrência, denúncia formal, investigação policial ou qualquer prova que comprove a acusação.
De acordo com a apuração, integrantes de uma facção criminosa teriam decidido promover um “tribunal do crime” para julgar a vítima por conta própria. A Polícia Civil reforçou que a acusação nunca foi submetida às autoridades competentes e ressaltou que não existe qualquer comprovação oficial do suposto fato.
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A investigação também aponta que os suspeitos presos já eram monitorados por envolvimento em outros homicídios e atividades ligadas ao tráfico de drogas em Uberlândia.
Operação apreendeu drogas, munições e celulares
Além das prisões, a operação resultou na apreensão de drogas, munições de pistola e de fuzil, dinheiro e aparelhos celulares. Em um dos imóveis vistoriados, os policiais localizaram um laboratório utilizado para refino e preparação de entorpecentes.
Os materiais apreendidos passarão por perícia e podem ajudar a esclarecer não apenas o desaparecimento de Euclides, mas também outros crimes investigados pela Delegacia de Homicídios.
Família ainda aguarda localização do corpo
Uma semana após o desaparecimento, a principal expectativa dos familiares continua sendo a localização do corpo para que possam encerrar o período de incertezas. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas prisões não estão descartadas.
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