Caso Daiane Alves: após quatro dias, corpo ainda não foi liberado pelo IML

Perícia em Goiás aguarda exames para liberação do corpo de Daiane Alves; polícia refez passos do crime nesta sexta e investigações seguem em andamento

, em Uberlândia

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O Caso Daiane Alves segue mobilizando familiares, autoridades e a opinião pública. Mesmo após a confissão do crime e a localização do corpo, Daiane Alves Souza ainda não teve o corpo liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde permanecem em andamento exames periciais para a identificação formal da vítima.

Segundo informações repassadas pela Polícia Científica do Estado de Goiás, o processo de liberação depende da conclusão de procedimentos técnicos obrigatórios. A perícia informou que a identificação pela arcada dentária está em andamento, mas, diante da ausência de documentação odontológica da vítima, foi necessário avançar para a identificação por material genético (DNA).

Daiane Alves será sepultada
Corpo de Daiane Alves segue no IML há 4 dias e ainda não tem prazo para liberação – Crédito: Arquivo Pessoal/Divulgação

O Paranaíba Mais também entrou em contato com a mãe de Daiane, Nilse Alves, que informou não ter recebido, até o momento, nenhuma atualização oficial sobre a liberação do corpo da filha.

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Caso Daiane Alves: por que o corpo ainda não foi liberado?

De acordo com nota oficial, o material biológico de Daiane já foi encaminhado ao laboratório especializado em DNA, e a família realizou a coleta de referência genética, que também foi enviada para análise. As equipes de medicina legal, odontologia legal e criminalística atuam de forma contínua para concluir os exames e permitir a liberação do corpo à família.

O IML informou ainda que não é possível estipular um prazo exato para a conclusão dos trabalhos, uma vez que os procedimentos seguem protocolos técnicos rigorosos e dependem da finalização dos laudos periciais.

Reconstituição do crime foi realizada nesta sexta-feira (30)

Enquanto os exames seguem em Goiânia, a Polícia Civil (PC) realizou a reconstituição do crime nesta sexta-feira (30), como parte das investigações que buscam esclarecer a dinâmica da morte de Daiane Alves. Peritos e investigadores retornaram ao prédio onde a vítima foi vista pela última vez, analisando novamente o subsolo, áreas comuns e outros pontos considerados estratégicos para o inquérito.

A reconstituição também avalia novas hipóteses levantadas ao longo da investigação, incluindo a possibilidade de uso de arma de fogo ou execução em local diferente daquele inicialmente apontado. Até o momento, a causa exata da morte ainda não foi oficialmente confirmada.

Caso Daiane Alves
Peritos e investigadores da Polícia Civil realizam nova perícia no prédio onde Daiane teria sido vista pela última vez antes de desaparecer – Crédito: Record GO

Relembre o Caso Daiane Alves

Daiane Alves Souza, de 43 anos, era corretora de imóveis e natural de Uberlândia. Ela desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas (GO), para verificar um problema recorrente de falta de energia elétrica.

Após 42 dias de buscas, o corpo de Daiane foi localizado em uma área de mata às margens da GO-213, depois que o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, confessou o crime e indicou o local onde havia abandonado o corpo. Ele foi preso, assim como o filho, suspeito de tentar atrapalhar as investigações.

Segundo a polícia, Daiane mantinha um histórico de conflitos com o síndico e havia registrado denúncias anteriores por agressão e perseguição. A vítima chegou a relatar episódios de sabotagem no fornecimento de serviços básicos, como energia elétrica.

últimos momentos de Daiane
Últimas imagens mostram Daiane indo ao subsolo antes de desaparecer em Caldas Novas – Crédito: Câmeras de segurança/Divulgação

MAIS! Confira a cronologia dos fatos desde o desaparecimento

Família aguarda liberação para despedida

Com o corpo ainda sob os cuidados da Polícia Científica, a família de Daiane Alves vive a expectativa de poder realizar o sepultamento e se despedir da corretora, que será enterrada em Uberlândia, cidade onde nasceu e onde vive parte dos parentes.

A Polícia Científica afirmou que os trabalhos seguem com prioridade para que a identificação seja concluída o mais breve possível, respeitando todos os protocolos legais e técnicos exigidos.

O Caso Daiane Alves segue em investigação, e novas informações devem ser divulgadas à medida que os laudos periciais forem finalizados.