Após duas semanas internados, vítimas de intoxicação por ‘falsa couve’ recebem alta em Patrocínio
Os pacientes, de 60 e 64 anos, estavam internados desde o dia 8 de outubro; a companheira de um deles não resistiu à intoxicação
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Depois de duas semanas internados, os dois homens intoxicados ao comerem uma “falsa couve”, em Patrocínio, receberam alta nesta terça-feira (21). A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde, os pacientes, de 60 e 64 anos, estavam na Santa Casa desde o dia 8 de outubro.
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Um dos pacientes liberados nesta terça é João Batista de Oliveira, companheiro de Claviana Nunes, que não resistiu à intoxicação e morreu dias depois.
Na época em que o caso ocorreu, um terceiro homem de 67 anos também foi vítima do mesmo almoço, mas apresentou melhora rápida, sendo liberado um dia depois do ocorrido.
Relembre o caso
No dia 8 de outubro, quatro pessoas sofreram intoxicação alimentar em Patrocínio, após ingerirem uma planta colhida na chácara onde vivem, acreditando tratar-se de couve. O vegetal era, na verdade, “nicotiana glauca”, uma espécie que contém nicotina, substância altamente tóxica para o organismo.
Clavaiana, 37, morreu no dia 13 de outubro, na Santa Casa de Patrocínio. Após alguns dias de internação, a vítima, que estava em estado grave, não resistiu às lesões cerebrais causadas pela intoxicação. O caso ocorreu em uma propriedade rural localizada a cerca de 15 quilômetros da área urbana, às margens da BR-365.
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Como diferenciar “falsa couve”
A semelhança da Nicotiana glauca com a couve tradicional é o que mais confunde agricultores e consumidores. Para diferenciar, há algumas diferenças visuais, como as folhas mais finas e acinzentadas da planta tóxica.
Os primeiros sinais de intoxicação são náuseas, tonturas, batimentos cardíacos acelerados, suor excessivo, dificuldade para respirar e perda de consciência. Nesses casos, é necessário socorro imediato.