Após megaoperação no Rio, vias são liberadas e cidade volta ao Estágio 1
Confronto entre policiais e criminosos do Comando Vermelho resultou em 64 mortes e 81 prisões; megaoperação no Rio é considerada a mais letal da cidade
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Após a megaoperação da polícia nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, a capital carioca voltou ao Estágio 1, no qual não há ocorrências ou fatores de risco que impactem a rotina da cidade, na manhã desta quarta-feira (29). A mudança foi informada pelo Centro de Operações e Resiliência (COR) da Prefeitura Municipal, às 6h.
Segundo o COR, todas as vias estão liberadas para o tráfego de veículos no momento, e os modais de transportes operam normalmente, após mais de 12 horas de bloqueios. No Estágio 1, podem ocorrer pequenos incidentes, mas que não interferem de forma significativo na rotina dos cariocas.
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A Operação Contenção deixou ao menos 64 mortos e 81 presos, nesta terça-feira (28), sendo considerada a mais letal do Rio de Janeiro. Dentre os mortos, quatro eram policiais, sendo dois civis e dois do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A ação policial buscava capturar lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e conter o avanço territorial do grupo.
O município entrou no Estágio 2 às 13h48 desta terça. Neste estágio, há risco de haver ocorrências de alto impacto na cidade e elevado potencial de agravamento. Foram mais de 12 horas de bloqueios orquestrados pelos criminosos. Segundo o portal R7, ao menos 71 ônibus coletivos foram tomados pelos bandidos para servir de barricadas, além de diversos carros. O CV fechou vias em diferentes pontos da cidade.
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Balanço da megaoperação no Rio
Com o uso de helicópteros, blindados e drones, cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar cumpriram 51 mandados de prisão contra criminosos ligados ao tráfico. A ação teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
O Gaeco/MPRJ denunciou 67 integrantes da facção, incluindo lideranças apontadas como responsáveis por coordenar a comercialização de drogas, ordenar execuções e definir escalas em “bocas de fumo” e pontos de vigilância.
Segundo informações do portal R7, entre os denunciados está Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do tráfico no Complexo da Penha e em comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento, áreas recentemente tomadas da milícia. Ele é considerado um dos principais articuladores do projeto expansionista do CV.
A operação resultou na prisão de 81 suspeitos e na apreensão de 93 fuzis, segundo o último balanço divulgado pelas polícias. Um dos detidos é o traficante Belão, apontado como chefe da comunidade do Quitungo, na zona norte.
Ao menos três inocentes foram atingidos por balas perdidas. Segundo o R7, uma das vítimas foi ferida nos glúteos enquanto estava dentro de uma academia que fica próxima às comunidades.