Megaoperação no RJ já registra mais de 60 mortos e expõe poder do Comando Vermelho

Ação conjunta do MPRJ, Polícia Civil e PM mobilizou 2,5 mil agentes para cumprir mandados e desarticular núcleo estratégico da facção; mais de 80 pessoas já foram presas

, em Uberlândia

Uma megaoperação deflagrada nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, já registra ao menos 80 presos e 64 mortos, entre eles quatro policiais, além 81 pessoas presas. A ofensiva, considerada a mais letal da história do estado, integra a Operação Contenção, que busca capturar lideranças do Comando Vermelho (CV) e conter o avanço territorial da facção.

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Megaoperação no RJ
Operação registra mais de 60 mortos e mais de 80 presos – Crédito: Record/Reprodução

Com o uso de helicópteros, blindados e drones, cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar cumpriram 51 mandados de prisão contra criminosos ligados ao tráfico. A ação teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

O GAECO/MPRJ denunciou 67 integrantes da facção, incluindo lideranças apontadas como responsáveis por coordenar a comercialização de drogas, ordenar execuções e definir escalas em “bocas de fumo” e pontos de vigilância.

De acordo com informações do portal R7, entre os denunciados está Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do tráfico no Complexo da Penha e em comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento, áreas recentemente tomadas da milícia. Ele é considerado um dos principais articuladores do projeto expansionista do CV.

O Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à prisão de Doca, considerado de altíssima periculosidade e investigado por mais de cem homicídios, além de ser suspeito de mandar matar três médicos na Barra da Tijuca em 2023.

Outros líderes mencionados na denúncia são Pedro Bala, Gadernal e Grandão, todos com papel de comando na hierarquia da facção.

Durante o confronto, criminosos usaram drones para lançar granadas contra os policiais, evidenciando o uso de tecnologia pelo crime organizado. Além disso, automóveis e ônibus foram incendiados e vias expressas bloqueadas em represália à ação. O Centro de Operações Rio (COR) colocou a cidade em estágio 2 de atenção, o segundo nível mais grave, devido ao alto impacto das ocorrências.

Megaoperação no RJ
Carros e ônibus foram incendiados – Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Cidade afetada durante confronto no Rio

A operação também afetou serviços públicos. Três unidades de saúde suspenderam o atendimento, e 46 escolas ficaram sem aulas nas regiões da Penha e do Alemão. Linhas de ônibus tiveram itinerários desviados por segurança.

Megaoperação no RJ
Unidades de saúde e escolas ficaram fechadas nas regiões da Penha e do Alemão – Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Segundo oMinistério Público do Rio de Janeiro, o Complexo da Penha é um ponto estratégico para o Comando Vermelho, por estar próximo a vias expressas que facilitam o transporte de drogas e armas. A ofensiva é uma continuação da operação que, em setembro, atingiu áreas controladas pela facção na Gardênia Azul e em outras comunidades da zona oeste.

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O Complexo da Penha é um ponto estratégico para o Comando Vermelho – Crédito: Record/Reprodução

A denúncia foi aceita pela 42ª Vara Criminal da Capital, e os mandados continuam sendo cumpridos. O MPRJ e as forças de segurança afirmam que novas ações serão realizadas nas próximas semanas para enfraquecer as bases operacionais do grupo criminoso.