Alvo da Operação Balada é preso com carga de R$ 300 mil em Minas Gerais
Polícia Federal e Polícia Militar Rodoviária apreenderam celulares, notebooks, perfumes e outros produtos estrangeiros durante abordagem entre Iturama e Ituiutaba. Dois homens foram presos em flagrante por descaminho
Um alvo da Operação Balada foi preso nesta quinta-feira (30) durante o transporte de uma carga de produtos estrangeiros avaliada em cerca de R$ 300 mil, em Minas Gerais. A Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) abordaram o veículo na rodovia entre Iturama e Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, e prenderam dois homens em flagrante por descaminho.
Segundo a Polícia Federal, a carga saiu de Foz do Iguaçu (PR) e era transportada sem a documentação necessária para comprovar a importação regular das mercadorias. Os policiais apreenderam celulares, relógios digitais, tablets, notebooks, carregadores, fones de ouvido, perfumes, cosméticos, cigarros eletrônicos, um carregador para veículos elétricos e outros produtos de origem estrangeira.

Os dois suspeitos e todo o material apreendido foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Uberlândia. A PF informou que os dois foram presos em flagrante pelo crime de descaminho, caracterizado pela entrada de mercadorias permitidas no país sem o pagamento dos tributos devidos. A corporação não divulgou a identidade dos presos.
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Alvo da Operação Balada já era investigado pela PF
De acordo com a Polícia Federal, um dos homens presos já havia sido alvo da Operação Balada, deflagrada em 2021 para investigar uma organização criminosa com atuação em diferentes estados.
Na época, a investigação apurou suspeitas de tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o grupo utilizava o Triângulo Mineiro como uma das bases de atuação.
A Polícia Federal informou que a organização movimentou mais de R$ 2 bilhões em dois anos. As investigações também apontaram o uso de empresas e a compra de imóveis, veículos e embarcações para ocultar a origem do dinheiro. O nome “Balada” foi escolhido porque, segundo a investigação, integrantes do grupo exibiam nas redes sociais festas de luxo, viagens internacionais, iates e carros esportivos.
Investigação apontou tráfico de drogas e comércio ilegal de armas
Segundo a Polícia Federal, as investigações da Operação Balada apontaram que o grupo comprava armas em Mato Grosso do Sul, transportava o armamento até Uberlândia e, depois, distribuía o material para criminosos ligados ao tráfico de drogas e a roubos a bancos no Triângulo Mineiro. Parte das armas também teria como destino uma facção criminosa do Rio de Janeiro.
A investigação também identificou um esquema de armazenamento e distribuição de drogas. Conforme a PF, os insumos adquiridos durante sete meses poderiam ser utilizados na produção de mais de 11 toneladas de cocaína.
Em um dos desdobramentos da operação, investigados firmaram um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para pagar mais de R$ 23 milhões por danos materiais coletivos relacionados aos crimes investigados.
A Polícia Federal ressaltou que a prisão desta quinta-feira não faz parte de uma nova fase da Operação Balada. O flagrante ocorreu durante uma fiscalização de rotina que resultou na apreensão da carga estrangeira. Durante a ocorrência, os policiais identificaram que um dos presos já havia sido investigado na operação deflagrada em 2021.
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