Aluno é flagrado com suposta lista de massacre em escola de Araguari, entenda o caso

Todas as autoridades foram mobilizadas para as devidas providências; mãe de estudante disse que se tratava de uma brincadeira sem maldade

, em Uberlândia

Um adolescente de 14 anos foi identificado pela direção da Escola Municipal Mário da Silva Pereira, em Araguari (MG), como autor de uma lista com nomes de alunos e professores sob o título “top lista de quem eu mataria em um massacre”.

Escola Municipal Mário da Silva Pereira, em Araguari, onde aconteceu o caso envolvendo lista com suposta ameaça – Crédito: Google Maps/Reprodução

A informação foi confirmada por meio de ofício do Conselho Tutelar de Araguari. De acordo com o documento, a própria direção da escola relatou ter encontrado o conteúdo em uma agenda pessoal do estudante. O episódio ocorreu na quarta-feira (28), porém, apenas no dia seguinte, as autoridades de proteção à infância e forças de segurança foram mobilizadas.

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De acordo com a direção, o caso veio à tona após outro aluno ter informado que havia visto a lista na quarta-feira (28). O documento continha ainda desenhos com símbolos considerados ilícitos, que não foram especificados, e uma página com nomes de “bons alunos” e outra com professores.

Posicionamentos oficiais

A Secretaria Municipal de Educação informou, em nota oficial, que o aluno não portava qualquer tipo de arma, faca ou objeto que representasse ameaça física. A pasta também afirmou que todas as providências foram tomadas imediatamente, incluindo o acionamento da Patrulha Escolar, do Conselho Tutelar e da equipe de psicologia da secretaria.

O Conselho Tutelar confirmou ter sido chamado pela escola e relatou que, ao chegar ao local, encontrou a diretora, a secretária, psicólogos da rede municipal e diversos pais que buscavam informações, impactados por boatos que circulavam em redes sociais.

Em reunião realizada com representantes da Secretaria de Educação, da Procuradoria-Geral do Município, psicólogos, assistente social e membros do Conselho Tutelar, a mãe do adolescente declarou que a lista teria sido feita como “uma brincadeira”, assim como afirmou o filho.

Ainda assim, ela reconheceu a gravidade do conteúdo. A avó do adolescente, que exerce papel de cuidadora, relatou que o neto faz uso regular de celular com os horários controlados.

A família solicitou formalmente a transferência do aluno para outra escola e optou por atendimento psicológico particular, recusando o suporte oferecido pela rede pública.

Outro aluno levou arma de brinquedo

Ainda segundo o documento produzido pelo Conselho Tutelar, um segundo aluno, também de 14 anos, do 9º ano, levou uma arma de brinquedo à instituição após ouvir comentários sobre a suposta lista.

O estudante disse que queria “se proteger”, caso o ataque se concretizasse, e afirmou que achava o outro aluno “estranho”. A arma foi apreendida pela escola. A Direção informou que nenhum dos dois adolescentes possui histórico de comportamento violento.

O Conselho Tutelar informou que não conseguiu contato com a mãe do segundo adolescente, pois ela chegou à unidade escolar após a saída da equipe.

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Atuação das autoridades

A Polícia Militar confirmou que foi acionada e enviou a Patrulha Escolar à escola. Em nota, a corporação afirmou que todas as medidas de segurança foram tomadas e que serão intensificadas ações preventivas, como palestras e presença policial no ambiente escolar.

Já a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que instaurou procedimento investigativo. De acordo com a instituição, foram apreendidos a agenda com a suposta lista e a arma de brinquedo. Nenhum dos adolescentes foi conduzido à delegacia no momento da ocorrência.

A Secretaria de Educação reiterou, em nota, que não houve risco físico aos alunos e reforçou o compromisso com a segurança, o combate às fake news e o apoio às famílias.

Em nota, a Prefeitura de Araguari declarou que as medidas legais, preventivas e protetivas estão sendo rigorosamente aplicadas, com acompanhamento das equipes técnicas do município e das autoridades competentes.