Adolescente entra com faca em escola de Uberlândia e professora salva aluno
Segundo a PM, garoto de 13 anos pretendia ferir um estudante após discussão; professora o imobilizou e recebeu ajuda de outros docentes para retirar a faca
Uma professora conteve um adolescente de 13 anos que entrou com uma faca em uma escola estadual no bairro Tibery, em Uberlândia, e impediu que ele ferisse outro estudante, segundo a Polícia Militar (PM). O garoto, ex-aluno da instituição, teria buscado a arma em casa após um desentendimento com o aluno.
O adolescente aproveitou a abertura do portão para a saída dos estudantes do turno da tarde e correu até uma sala de aula. A professora conseguiu imobilizá-lo e recebeu ajuda de outros docentes para retirar a faca. “Assim que o portão abriu para os alunos saírem, ele entrou na escola correndo e adentrou uma sala de aula”, relatou o tenente Renato, da PM.
Os profissionais acionaram a polícia. Os militares apreenderam o adolescente e o encaminharam à delegacia.

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Adolescente entrou na escola com faca após discussão
Segundo o tenente, o adolescente contou aos policiais que havia discutido com outro estudante mais cedo. Depois, teria ido até sua casa buscar uma faca e retornado à escola com a intenção de feri-lo. “Após ter essa confusão, ele voltou em casa, pegou uma faca e voltou determinado a ferir essa outra criança, adolescente”, afirmou o militar.
Ainda de acordo com Renato, o garoto apresentava sinais de embriaguez durante o atendimento. O adolescente também disse à equipe que havia sido expulso da instituição no ano anterior por estar com um cigarro eletrônico em sala de aula. O tenente ressaltou que essa informação partiu do próprio garoto e que não sabia se havia outros episódios relacionados à saída dele da escola.

Conselho Tutelar é acionado após relato sobre ausência de responsáveis
Durante o atendimento, o adolescente afirmou que mora com um irmão de 14 anos e que ambos passam a semana sem a presença de um adulto. Segundo o relato à PM, o pai e o tio, apontados como responsáveis, trabalham na zona rural e ficam fora de casa nesse período.
A polícia acionou o Conselho Tutelar para acompanhar a situação dos irmãos. Até o momento da entrevista, os militares não haviam conseguido localizar os responsáveis. “Eles não se encontram na cidade e não conseguimos contato telefônico”, informou Renato.
Conforme o tenente, a consulta aos registros policiais não apontou ocorrências anteriores envolvendo o adolescente de 13 anos.
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