61 cães são resgatados de jaulas em caso de maus-tratos em MG

Animais estavam sem alimentação regular, em ambiente insalubre e com pouca ventilação; tutora foi presa e caso mobilizou Ministério Público

, em Uberlândia

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Um caso de cães em maus-tratos em Dores do Indaiá chocou moradores do Centro-Oeste mineiro após a Polícia Militar de Meio Ambiente encontrar 61 animais em condições precárias dentro de uma casa.

A ocorrência foi registrada após uma denúncia apontar que os cães não estariam recebendo alimentação e água regularmente. No endereço, os militares se depararam com um cenário de abandono, com forte odor e sinais claros de falta de cuidados básicos.

61 cães são resgatados de jaulas em caso de maus-tratos em MG
Polícia encontra 61 cães em situação de maus-tratos em Dores do Indaiá; parte dos animais estava confinada em jaulas – Crédito: PMMA/Reprodução

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Cães estavam em ambiente insalubre

Durante a vistoria, a maioria dos animais foi encontrada confinada em dois cômodos pequenos, com pouca ventilação e temperatura elevada. Parte deles estava dentro de gaiolas, enquanto outros permaneciam soltos no lote.

Além disso, dois cães foram localizados em um terreno ao lado da casa, sem acesso a água, comida ou abrigo adequado.

Entre os animais, havia cães de diferentes raças, como golden retriever, lulu da pomerânia, yorkshire e, principalmente, shih-tzu, que representavam a maior parte dos 61 cães encontrados.

Animais estavam sem cuidados básicos – Crédito: PMMA/Reprodução

Venda de filhotes pela internet é investigada

A tutora, uma mulher de 38 anos, afirmou aos policiais que mantinha os cães para fins comerciais e que os filhotes eram vendidos pela internet. No entanto, ela não apresentou alvará de funcionamento nem qualquer documentação que autorizasse a atividade.

Diante da situação, os militares configuraram, em tese, crime de maus-tratos, além de infração ambiental. A mulher foi presa em flagrante e encaminhada às autoridades competentes.

Destino dos animais mobiliza Ministério Público

Uma médica veterinária foi acionada para avaliar as condições dos cães e emitir um laudo técnico sobre o caso.

Devido ao grande número de animais e à dificuldade de realocação imediata, o Ministério Público foi acionado. Ficou definido que o marido da suspeita ficará responsável provisoriamente pelos cães.

Ele terá o prazo de 15 dias para providenciar um novo local que atenda às condições mínimas de higiene, ventilação e bem-estar. Após esse período, uma nova vistoria será realizada.