Rodovias do Triângulo: 1 em cada 4 veículos pesados trafega com usuários sem cinto de segurança
Estudo da EPR Triângulo identificou que 35% dos acidentes fatais registrados tiveram a ausência do cinto como fator potencializador
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Um levantamento feito por uma das concessionárias que administram rodovias do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba apontou um dado preocupante e que demonstra a falta de consciência de motoristas e passageiros, mesmo diante do risco de sofrer um acidente ou até mesmo ser penalizado com uma multa. Ao menos um a cada quatro veículos pesados que passam pelos trechos concessionados transporta ocupantes sem o uso do cinto de segurança.
A pesquisa foi realizada em abril pela EPR Triângulo, responsável pela administração de nove rodovias estaduais na região. A conferência foi feita por funcionários por meio de observação direta de motoristas e passageiros nas cabines manuais de oito praças de pedágio, ao longo dos mais de 600 quilômetros administrados pela concessionária. O foco do estudo não foi o número total de pessoas observadas, mas sim a quantidade de veículos que circulavam com uma ou mais pessoas sem o dispositivo de segurança.
Em algumas rodovias ou trechos específicos, os flagrantes são ainda mais impressionantes. No geral, 23,1% dos caminhões, carretas e bitrens trafegavam com ao menos um ocupante sem cinto. No km 514 da BR-365, em Monte Carmelo, o cenário foi ainda mais preocupante, 42% dos veículos pesados observados apresentavam essa irregularidade, quase metade do total.
Falta do cinto de segurança também ocorre em veículos leves
Entre os veículos leves, a adesão ao cinto é maior, mas o índice ainda preocupa. O levantamento identificou que 9,4% de carros, caminhonetes e vans passaram pelas praças com pelo menos um ocupante sem o equipamento, o equivalente a 1 em cada 10 veículos.
Deixar de usar o cinto de segurança é infração grave, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sujeito a 5 pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 195. Mas, mais do que multa e pontos na carteira, o impacto pode ser irreversível. De acordo com a concessionária, entre 2025 e 2026, 35% dos acidentes fatais registrados nos trechos administrados pela concessionária tiveram a ausência do cinto como fator potencializador.
“A obrigatoriedade do cinto de segurança já tem quase três décadas, mas ainda vemos usuários que insistem em ignorar essa proteção essencial. O cinto não é apenas uma regra: é um dispositivo que salva vidas”, afirma Fábio Schoba, gerente de Operações da EPR Triângulo.
Para enfrentar esse cenário, a concessionária atua em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), promovendo blitze e campanhas educativas. As ações ganham ainda mais força durante o Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito.
Além das campanhas, a concessionária tem contado com investimentos em tecnologia e infraestrutura para reverter a situação. Câmeras com Inteligência Artificial foram instaladas em pontos estratégicos próximos a Uberlândia, Nova Ponte e Monte Carmelo, reforçando o trabalho de fiscalização de infrações graves. Paralelamente, seguem os investimentos contínuos em manutenção, requalificação da malha viária, iluminação de trevos, reforço da sinalização e instalação de novos dispositivos de segurança.
“Seja por meio de campanhas educativas, investimentos tecnológicos ou obras de melhoria, trabalhamos com o propósito de cuidar das pessoas. Nosso foco é promover mudanças que contribuam para salvar vidas”, destaca Alejandro Radice, diretor-executivo da EPR Triângulo.
