Operação Plantão Fantasma apura suposta fraude em hospital de MG
Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em Rio Paranaíba e Ibiá durante investigação sobre plantões que teriam sido pagos, mas não realizados por servidores
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a Operação Plantão Fantasma para investigar suspeitas de irregularidades no pagamento de plantões extraordinários a profissionais de enfermagem do Hospital Municipal Maria Conceição Fantini Valério, em Rio Paranaíba. Durante a operação, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão em Rio Paranaíba e Ibiá. As equipes estiveram em dois endereços residenciais e também na unidade hospitalar.
Segundo a investigação, plantões que não teriam sido realizados foram incluídos nas escalas de trabalho e nas folhas de pagamento. Após o recebimento dos valores, parte do dinheiro teria sido transferida para uma mulher de 40 anos, que ocupava um cargo de chefia e era responsável pela elaboração das escalas da equipe de enfermagem.

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Como funcionaria o esquema investigado pela Operação Plantão Fantasma
A PC iniciou a investigação após receber denúncias no início de julho de 2026. De acordo com o depoimento de uma testemunha, o suposto esquema teria começado em outubro de 2024 e permanecido em funcionamento até 2026. Conforme a apuração, a investigada determinaria a inclusão de plantões fictícios em nome de servidores. Os profissionais receberiam os valores na folha de pagamento e, posteriormente, devolveriam parte do dinheiro por meio de transferências bancárias.
Os investigadores também identificaram mensagens eletrônicas com orientações sobre o lançamento dos plantões e o repasse dos valores. Além disso, constataram um aumento considerado atípico no número de jornadas extraordinárias registradas para diferentes servidores em comparação com anos anteriores.
Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia informado quantas pessoas são investigadas nem o valor que pode ter sido desviado. A operação também não resultou em prisões.
Computador, documentos e pendrives são apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um computador utilizado pela investigada, cinco pendrives e uma pasta com documentos e registros administrativos relacionados ao inquérito. Todo o material será encaminhado para perícia em Patos de Minas. A análise deve verificar informações sobre escalas, pagamentos e possíveis transferências de valores.
Segundo a Polícia Civil, a atual administração de Rio Paranaíba colaborou com a investigação e forneceu os documentos solicitados. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e calcular eventual prejuízo aos cofres públicos.
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