Vape: cigarro eletrônico é até seis vezes mais perigoso que o cigarro comum

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais alerta para as lesões pulmonares graves que o cigarro eletrônico pode causar

, em Uberlândia

Os cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, são extremamente perigosos e oferecem até seis vezes mais riscos à saúde do que o cigarro convencional, segundo alerta da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), publicado no Dia Nacional de Combate ao Fumo, nesta sexta-feira (29).

Apesar de terem aparência atrativa, com cores e sabores, os dispositivos podem causar lesões pulmonares graves e são apontados como responsáveis pelo aumento da exposição de adolescentes e jovens à nicotina. A SES-MG reforça que não se trata apenas de vapor aromatizado: dentro do produto estão substâncias tóxicas, como metais pesados e altas concentrações de nicotina.

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Vape, cigarro eletrônico
O cigarro eletrônico é mais comum entre adolescentes e jovens – Créditos: Matic Grmek/Getty Images

Quais as consequências do uso do vape?

Criado nos anos 2000, o vape rapidamente se popularizou, principalmente entre adolescentes. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2019, 16,8% dos estudantes de 13 a 17 anos já haviam experimentado o cigarro eletrônico. Conforme o médico pneumologista Frederico Thadeu Campos, o dispositivo é “parece inofensivo, mas é 100% perigoso”.

Entre as doenças associadas ao uso do vape está a Evali, uma síndrome reconhecida como lesão pulmonar aguda que não é uma infecção, mas uma inflamação intensa, capaz de comprometer vários órgãos. Os sintomas vão de tosse e dor no peito à dificuldade de respirar. Substâncias como THC e acetato de vitamina E estão entre os fatores mais ligados ao surgimento do quadro, que pode ser confundido com outras doenças respiratórias.

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No Brasil, o Ministério da Saúde passou a adotar medidas específicas para registrar os casos. Em março deste ano, foi criada a Nota Técnica Conjunta n.º 233/2025, que orienta sobre o correto preenchimento das Declarações de Óbito relacionadas à Evali. Além disso, um código próprio (U07.0) foi incluído no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) para facilitar o monitoramento.

A comercialização, fabricação e propaganda de cigarros eletrônicos são proibidas no país desde 2009, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A regra foi reforçada em 2024, com nova resolução que manteve a restrição ao uso desses dispositivos.