Seis municípios de Minas Gerais decretam emergência em saúde pública; veja lista

Em resposta ao agravamento do cenário, o governo mineiro decretou emergência por 180 dias para conter casos de Síndrome Respiratória e infecções virais

, em Uberlândia

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Seis municípios de Minas Gerais declararam situação de emergência em saúde pública diante do avanço de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e infecções virais. A medida, adotada até a manhã deste sábado (3), tem como objetivo conter os impactos da crescente demanda por atendimentos médicos, principalmente entre crianças. Em resposta ao agravamento do cenário, o governo de Minas, liderado por Romeu Zema (Novo), também decretou estado de emergência em todo o território mineiro por um período de 180 dias.

Atendimento hospitalar
Alta de infecções respiratórias leva municípios a decretarem emergência em saúde pública. Crédito: Reprodução/ Arquivo – Agência Brasil

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o estado vive um aumento de quadros de SRAG, intensificados pela circulação de vírus como o influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR), ambos conhecidos por afetarem com mais severidade o público infantil e os idosos. Nas últimas semanas, hospitais e unidades de pronto atendimento têm enfrentado pressão devido ao crescimento rápido das internações, principalmente nas alas pediátricas e nos leitos de UTI e enfermaria.

Em Uberlândia, a Secretaria Municipal de Saúde relatou um crescimento acentuado nos atendimentos relacionados a sintomas respiratórios, especialmente nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). Para lidar com a demanda, o município reforçou a presença de pediatras e a escala de enfermagem nas unidades que atendem crianças.

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Municípios que decretaram emergência em saúde pública

Até o momento, seis cidades já oficializaram o estado de emergência local:

  • Belo Horizonte
  • Betim
  • Contagem
  • Conselheiro Lafaiete
  • Pedro Leopoldo
  • Santa Luzia

As prefeituras justificaram a medida devido ao colapso iminente das unidades de saúde frente ao aumento repentino da procura por atendimento. As autoridades locais apontam risco de desassistência à população caso a tendência de crescimento dos casos persista.

Ações emergenciais e plano estadual de resposta

Entre as principais medidas previstas no decreto estadual publicado no Diário Oficial de Minas Gerais, estão:

  • Dispensa de licitação para aquisição imediata de bens e serviços considerados essenciais;
  • Requisição de bens e serviços de pessoas físicas ou jurídicas, com garantia de indenização quando necessário;
  • Tramitação em regime de urgência para processos administrativos relacionados à situação de emergência;
  • Mobilização do Centro de Operações de Emergências em Saúde por SRAG (COE-Minas-SRAG), coordenado pela SES-MG, que ficará responsável por gerir a crise e propor ações estratégicas de contenção.
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Baixa adesão à vacinação preocupa

A campanha de vacinação contra a gripe continua em todo o estado e, agora, integra o calendário anual de imunização. Minas Gerais já recebeu 5,7 milhões de doses, que foram distribuídas aos municípios. No entanto, a baixa adesão preocupa. Em Uberlândia, apenas cerca de 10,34% da população foi vacinada contra a influenza, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Os grupos prioritários — crianças, idosos e gestantes — também apresentam cobertura vacinal abaixo da meta. Até o momento:

  • Apenas 34% dos idosos foram imunizados (meta: 90%)

  • Entre as gestantes, a cobertura é de 26,71%

  • Nas crianças, apenas 11,5% receberam a vacina

A vacinação é considerada uma das principais estratégias para reduzir as complicações causadas por vírus respiratórios e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde.

Alerta para prevenção

Diante da crise, as autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas, como a imunização, o uso de máscaras em ambientes fechados, a higienização frequente das mãos e a busca por atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas. A população é orientada a procurar as unidades de saúde em caso de febre persistente, falta de ar, tosse intensa e outros sinais de agravamento do quadro respiratório.