Saúde mental em Uberlândia: saiba onde buscar ajuda gratuita na cidade
Dados mostram salto global nos quadros de depressão e ansiedade; rede municipal e projetos universitários garantem suporte gratuito; veja lista
O número de pessoas que convivem com transtornos mentais no mundo saltou de 599 milhões em 1990 para mais de 1,1 bilhão em 2023, segundo pesquisa do The Lancet. E nesse cenário, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão na América Latina, segundo a Organização Mundial da Saúde.

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Mas, reconhecer os sinais de sofrimento emocional e procurar ajuda profissional precocemente pode ser o caminho decisivo para evitar o agravamento desses transtornos. E em 1º de setembro, o mês dedicado à prevenção ao suicídio se coloca como mais um momento importante para falar do tema.
Mudança nas relações tem impactado a saúde mental
Para a psicóloga Lívia Barreto, da Mental One, o avanço na identificação dos quadros e a redução do estigma ajudam a explicar parte desse aumento, mas as transformações sociais são determinantes.
“Vivemos em um ritmo muito mais acelerado, com múltiplas demandas ao mesmo tempo. As pessoas estão constantemente conectadas, mas nem sempre presentes. Esse estado de atenção fragmentada reduz a profundidade dos vínculos e pode gerar uma sensação de vazio ou desconexão, contribuindo para o surgimento de sintomas”, explica Lívia.

Para Lívia Barreto, o crescimento dos transtornos mentais não pode ser visto de forma isolada, mas como resultado de um conjunto de transformações sociais, tecnológicas e comportamentais que moldam a forma como vivemos hoje.
“A saúde mental está diretamente ligada ao modo como organizamos a vida. Não se trata apenas de aumentar diagnósticos, mas de entender como o estilo de vida contemporâneo influencia o nosso bem-estar emocional”, conclui.
A especialista ainda reforça que reconhecer os sinais de sofrimento emocional e procurar ajuda profissional precocemente é o caminho decisivo para evitar o agravamento das doenças da mente.
Onde buscar apoio e atendimento em saúde mental gratuito em Uberlândia e online
No município de Uberlândia, a população conta com uma rede pública de saúde estruturada para o acolhimento, diagnóstico e tratamento de transtornos mentais.
A porta de entrada prioritária no SUS para todas as faixas etárias é a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) mais próxima de casa, onde é feita a primeira avaliação e o encaminhamento para a Atenção Especializada quando necessário. A rede municipal e os serviços de apoio contam com equipamentos e canais especializados:
1) Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
Unidades voltadas ao atendimento de transtornos mentais graves e persistentes. Em Uberlândia, a rede conta com modalidades como o CAPS III (atendimento 24h para adultos), o CAPS I (voltado para crianças e adolescentes) e o CAPS AD (especializado no cuidado a pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas).

Centros de Atenção Psicossocial:
- CAPS I
Endereço: Av. João XXIII, 215, bairro Santa Maria
Telefone: 3210-0046 - CAPS AD III
- Endereço: Rua Genarino Cazabona, 826, bairro Luizote
Telefone: 3226-2276 - CAPS III Oeste
Endereço: Rua Tapuios, 700, bairro Saraiva
Telefone: 3255-7337 - CAPS Norte
Endereço: Rua Alexandre Marques, 399, bairro Martins
Telefone: 3229-2118 - CAPS Leste
Endereço: Rua Ivaldo Alves do Nascimento, 1.222 , bairro Aparecida
Telefone: 3232-4466 - Centro de Convivência e Cultura
Endereço: Rua Patrulheiro Osmar Tavares, 1.516, bairro Santa Mônica
Telefone: 3227-207
2) Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)
Em casos de crise aguda, emergência psiquiátrica ou risco imediato, a orientação é procurar o serviço de urgência das UPAs do município.
3) Atendimento da UFU
Voltado para alunos, professores, colaboradores e servidores públicos e terceirizados de quaisquer campi da UFU, incluindo os da Escola Técnica de Saúde (Estes) e da Escola de Educação Básica (Eseba) podem solicitar o serviço.
O projeto oferece acolhimento psicológico on-line e gratuito (de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h) em três modalidades: Atendimento Único, Acolhimento Estendido e Acompanhamento Terapêutico Breve, além de encaminhamentos para projetos de extensão integrados (como Medita UFU, Nuavidas e Cenps).
O primeiro passo é entrar na plataforma de atendimento on-line, na qual recepcionistas vão orientar sobre os tipos de atendimentos e prosseguir com o acolhimento,
4) Plataforma Pode Falar (Atendimento Jovem)
Adolescentes e jovens de 13 a 24 anos contam com acolhimento gratuito e anônimo por meio do projeto do Ministério da Saúde com o UNICEF. O serviço funciona como uma porta de entrada digital com escuta qualificada por chat (de segunda a sábado, das 8h às 22h) pelo site www.podefalar.org.br.
5) Centro de Valorização da Vida (CVV):
Para apoio emocional e prevenção do suicídio, o atendimento gratuito e confidencial está disponível 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site oficial do CVV.
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