O que é Peste Negra? Doença que vitimou milhões na Idade Média e matou um homem mês passado
Doença da época medieval é causada pela bactéria Yersinia pestis; entenda formas de contágio, sintomas e prevenção
Um morador do condado de Coconino, no Arizona, morreu mês passado após contrair a bactéria Yersinia pestis, responsável pela Peste Negra, uma infecção que devastou a Europa entre os séculos XIV e XV e levou milhões de pessoas à morte. O caso é o primeiro na região em quase vinte anos e reacendeu o alerta sobre uma doença que, embora rara, ainda circula entre roedores e pulgas em algumas partes do mundo.
A vítima teria tido a doença após contato com um animal infectado. Apesar do episódio, especialistas e autoridades reforçam que o risco de transmissão para a população em geral permanece baixo.
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Peste Negra
A Peste Negra, também chamada de peste bubônica ou pneumônica, é uma infecção bacteriana grave. A forma mais comum é transmitida pela picada de pulgas contaminadas, mas há casos de contágio por gotículas respiratórias ou secreções em contato direto. Entre os sinais mais frequentes estão febre alta, calafrios, fadiga, gânglios inchados e, nas formas mais graves, pneumonia rápida e dificuldade para respirar.
Embora atualmente seja tratável com antibióticos, a doença exige rapidez. Os médicos alertram que o tratamento deve começar nas primeiras horas após os sintomas para evitar complicações. Por isso, qualquer suspeita precisa ser notificada e investigada.
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O nome “peste negra” vem do escurecimento da pele causado por hemorragias e necroses, característicos dos surtos históricos. Entre 1347 e 1353, estima-se que a doença matou cerca de um terço da população europeia. Hoje, casos esporádicos ainda são registrados em regiões rurais dos Estados Unidos, África e Ásia.
No Brasil, a peste é considerada endêmica em áreas específicas do Nordeste e do Sudeste, embora não haja registros humanos desde 2005. Especialistas recomendam cuidados simples, como evitar contato com roedores silvestres, manter ambientes limpos e proteger animais domésticos contra pulgas.
Para especialistas, episódios como o do Arizona servem de lembrete, mesmo com avanços médicos, agentes infecciosos antigos podem ressurgir. “É uma doença rara, mas que exige vigilância constante”, reforçam autoridades de saúde.