ELEIÇÕES 2026 Resultado Final Confira os números finais da eleição presidencial VER RESULTADOS

Entenda como funcionará os atendimentos por plano de saúde para os pacientes do SUS

Medida permitirá que pacientes do SUS tenham exames, cirurgias e consultas especializadas por meio de planos de saúde. Medida começa em setembro

, em Uberlândia

Google News

Pacientes da rede pública de saúde poderão ser atendidos de forma gratuita por planos de saúde a partir de setembro, conforme divulgado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no início da semana. A medida pretende acelerar o acesso a cirurgias, exames e internações, além de reduzir filas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta será possível através da troca de dívidas de ressarcimento ao SUS pela prestação de serviços da rede privada. Inicialmente, R$ 750 milhões em dívidas adquiridas por operadoras deverão ser convertidas em consultas, exames e cirurgias. A medida faz parte do programa “Agora Tem Especialista”.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

Sistema Único de Saúde (SUS)
Pacientes do SUS poderão ser atendidos por planos de saúde – Créditos: Marcello Casal/Agência Brasil
×

Leia Mais

Como vai funcionar?

O programa “Agora Tem Especialistas” prioriza seis áreas com maior carência de serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. Na prática, o projeto transforma dívidas de ressarcimento de planos de saúde em exames, cirurgias e consultas especializadas para pacientes do SUS.

Segundo a Agência Brasil, anteriormente, as dívidas das operadoras de planos de saúde junto ao SUS iam para o Fundo Nacional de Saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, a proposta representa uma nova lógica no modelo de cobrança, ao permitir que os planos assumam previamente os procedimentos de sua responsabilidade. A prioridade será para atendimentos de média e alta complexidade.

Para participar da iniciativa, os planos de saúde interessados devem aderir a um edital conjunto do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As operadoras também deverão comprovar capacidade técnica e operacional e disponibilizar uma matriz de oferta que atenda às necessidades do SUS.