Atacada por abelhas e salva por motoboy, menina de 12 anos recebe alta em Minas
Safira Gomes deixou o Centro Materno Infantil de Contagem nesta segunda-feira (21), uma semana depois de ser atacada por abelhas em Ibirité, na Grande BH.
Atacada por abelhas em frente à escola onde estuda, no bairro Jardim Montreal, em Ibirité, a estudante Safira Emanuele Gomes dos Santos Rosa, de 12 anos, voltou para casa nesta segunda-feira (21). O corpo da adolescente chegou a receber mais de cem picadas, segundo estimativa repassada pela família ao longo da semana de internação.

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A saída do hospital foi acompanhada de perto por uma equipe da RECORD Minas, presente no momento em que Safira apareceu ao lado da médica responsável, já com a mochila arrumada.
Inicialmente, a previsão era de que a liberação acontecesse ainda no fim de semana, no sábado (19) ou no domingo (20). A equipe médica, porém, optou por estender o período de observação por mais alguns dias. Essa cautela veio depois de um primeiro sinal positivo relatado pela mãe da menina, Luciene, já na sexta-feira (18): exames mostraram que os riscos de complicações como arritmia cardíaca e problemas renais, associados à grande quantidade de veneno recebido, haviam sido afastados.
O momento em que foi atacada por abelhas
Foi um motociclista quem primeiro correu para socorrer Safira. Vinícius Martins de Paulo passava pela Rua Flor de Liz, no bairro Jardim Montreal, quando viu a confusão causada pela queda de uma colmeia de uma árvore próxima à Escola Encontro com a Infância. Segundo o Corpo de Bombeiros, o impacto espalhou o enxame, que passou a atingir tanto crianças quanto adultos que estavam na região naquele início de tarde de segunda-feira (14), por volta das 13h.
Safira caminhava com o avô, de 79 anos, e com a irmã caçula, de oito anos, quando o grupo foi cercado pelos insetos. Ao avistar a cena, Vinícius chegou a tentar colocar a menina na motocicleta, mas a agitação do momento impediu a manobra. Sem outra saída imediata, ele usou um desodorante que carregava no bagageiro do veículo para tentar afastar as abelhas e conseguiu conduzi-la até o pátio da escola, onde funcionários e moradores se juntaram no socorro.
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Créditos do vídeo: @MotoViny
Em depoimento à RECORD Minas, o motociclista descreveu como encontrou a adolescente antes de agir: sozinha, encolhida em um canto, chorando sem conseguir se mexer. A ajuda teve um custo para quem prestou socorro: o próprio Vinícius levou cerca de 40 ferroadas durante a ação, enquanto a diretora da escola, Fernanda Vieira de Araújo, foi picada por volta de dez vezes ao tentar proteger a irmã mais nova de Safira. Os dois precisaram de atendimento médico e receberam medicação logo depois do ataque.
Sete dias de internação até a recuperação
Do local do ataque, Safira seguiu primeiro para a Unidade de Pronto Atendimento de Sarzedo antes de ser transferida ao Centro Materno Infantil de Contagem, onde passou a maior parte da internação no Centro de Terapia Intensiva pediátrico. De acordo com a mãe, a concentração das picadas no rosto, no pescoço e na cabeça foi o que mais preocupou a equipe médica, já que o número real de ferroadas pode ter sido superior à estimativa de cem.
Luciene relembrou à RECORD MINAS o choque de ver a filha logo depois de ser atacada por abelhas, com o rosto tomado pelo inchaço a ponto de dificultar o reconhecimento. Nos dias seguintes, Safira foi submetida a uma sequência de exames para monitorar os efeitos do veneno no organismo, procedimento considerado essencial diante do volume de picadas registrado. A melhora progressiva dos resultados, confirmada ao longo da última semana, foi o que finalmente permitiu à equipe médica autorizar a alta nesta segunda-feira, encerrando o período de internação.
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