Anvisa adia votação para regras sobre canetas emagrecedoras

O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou a parceria entre a agência e a Polícia Federal para analisar canetas emagrecedoras irregulares apreendidas 

, em Uberlândia

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A votação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre novas regras para a manipulação de canetas emagrecedoras foi adiada nesta quarta-feira (6) por pedido de vista apresentado pelo diretor Thiago Campos. Nesta quarta-feira (6) o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Nafatle, convocou a 7ª Reunião da Diretoria Colegiada para analisar canetas emagrecedoras irregulares apreendidas em território brasileiro. Contudo, ao pedir vista, o diretor, Thiago Campos, disse que a matéria precisa de um melhor aperfeiçoamento.

Anvisa adia votação sobre canetas emagrecedoras manipuladas em farmácias Crédito: Reprodução Receita Federal
Anvisa adia votação sobre canetas emagrecedoras manipuladas em farmácias Crédito: Reprodução Receita Federal

Anvisa e PF unem forças contra o mercado ilegal de canetas emagrecedoras

O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Nafatle, expôs que a Anvisa e a Polícia Federal (PF) vão intensificar as ações conjuntas de combate ao mercado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras – medicamentos injetáveis que utilizam substâncias como a tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.

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Segundo a autoridade, “os órgãos competentes vão intensificar no controle dos riscos sanitários e dos ilícitos associados à produção, importação e venda irregular de medicamentos”. O diretor ainda reforça que o objetivo central da ação é frear a comercialização ilícita de produtos sem registro e comprovação de origem e qualidade.

Anvisa adia votação em meio a críticas

A reunião da Anvisa sugeriu, por meio do relator Daniel Meirelles, que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) passe a avaliar a matéria-prima que é importada pelas farmácias de tais canetas emagrecedoras manipuladas. Contudo, a sugestão foi criticada por representantes da indústria e de associações médicas, que pedem proibição total da venda dos produtos manipulados.

Durante a reunião da Anvisa, representantes de sociedades médicas se colocaram contra a manipulação das canetas emagrecedores. As autoridades médicas aproveitaram para criticar o modelo de venda dos produtos por clínicas.

Na reunião, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), André Vianna, disse que as farmácias atuam no Brasil como um indústria paralela e que há muitas falhas de segurança. Por outro lado, as farmácias de manipulação dizem que as medidas sugeridas podem restringir o acesso aos produtos e favorecer a importação de medicamentos falsificados diretos do Paraguai.

Canetas emagrecedoras: uso pode fazer mal à saúde

A diretoria-colegiada da Anvisa, em abril deste ano, já discutiu sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

O órgão máximo de vigilância sanitária no Brasil reforça que a utilização de tais medicamentos só pode ser feita com prescrição médica e com todos os critérios de comercialização regulados pela própria entidade federal.