Vereador e servidores investigados em Uberaba são indiciados por desvio de R$ 1,16 milhão

Inquérito da Polícia Civil aponta esquema com assessores fantasmas, empresários e agentes públicos; 18 pessoas foram indiciadas por crimes contra a administração pública

, em Uberlândia

Um vereador e servidores investigados em Uberaba foram indiciados por desvio de recursos públicos após a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluir um inquérito policial que apurou crimes contra administração pública e o sistema econômico-financeiro no município do Triângulo Mineiro.

O esquema criminoso causou prejuízo estimado em R$ 1,16 milhão e envolve 18 pessoas, entre elas um vereador, empresários e agentes públicos.

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vereadores e servidores investigados em Uberaba
O esquema criminoso causou prejuízo estimado em R$ 1,16 milhão e envolve 18 pessoas – Crédito: Reprodução/PCMG

Os fatos investigados ocorreram entre 2023 e 2024 e apontam a atuação de um grupo estruturado, formado por agentes públicos e particulares, voltado ao desvio de recursos públicos e à obtenção de vantagens ilícitas por meio da máquina administrativa municipal.

As investigações foram conduzidas pelo 5º Departamento de Polícia Civil, com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) em Uberaba, e tiveram início em junho de 2025. No decorrer dos trabalhos, foram cumpridos, em 7 de julho, mandados de busca e apreensão em oito endereços residenciais, com a participação de 26 policiais civis. Na ação, foram apreendidos documentos financeiros, contábeis, fiscais e empresariais, além de dispositivos móveis.

De acordo com a PCMG, um empresário teria financiado, com recursos de origem ilícita, a candidatura de um vereador. Em contrapartida, foram identificadas nomeações de assessores parlamentares fantasmas que, apesar de formalmente vinculados ao gabinete, não exerciam atividades funcionais.

Os valores recebidos, incluindo salários e benefícios como vale-alimentação, eram posteriormente repassados ao empresário investigado, por meio de intermediários conhecidos como “laranjas”.

Esquema de vereador e servidores investigados em Uberaba

As apurações indicam a existência de uma organização criminosa que utilizava de forma contínua a estrutura da administração pública municipal para a prática de ilícitos penais, causando prejuízo direto ao erário. O montante desviado ultrapassa R$ 1,16 milhão, segundo estimativa da polícia.

O inquérito policial, composto por 13.544 páginas, foi concluído com o indiciamento pelos crimes de tráfico de influência, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais, nas esferas criminal e eleitoral, para adoção das providências cabíveis.