Trump recua após ameaça e suspende ataques ao Irã por duas semanas
Após ameaçar destruição em massa, Trump aceita trégua mediada pelo Paquistão e condiciona pausa à reabertura do Estreito de Ormuz
-
Após ameaçar a destruição de uma civilização inteira, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (7) que decidiu suspender os ataques contra o Irã por duas semanas. A mudança de postura ocorre em meio à escalada de tensão e a tentativas de mediação internacional.

A decisão foi tomada após conversas com líderes do Paquistão, que apresentaram uma proposta de cessar-fogo temporário. Trump afirmou que a suspensão dos bombardeios depende da reabertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o fluxo global de petróleo.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Em declaração nas redes sociais, o presidente destacou que a trégua deve funcionar como um cessar-fogo de mão dupla e pode abrir caminho para negociações mais amplas. Ele também mencionou a existência de uma proposta com dez pontos, que considera uma base viável para um possível acordo.
Escalada de tensão marca mudança de postura de Trump
Antes de anunciar a pausa, Trump havia endurecido o discurso ao afirmar que o mundo poderia presenciar um dos momentos mais importantes da história recente, com consequências devastadoras para o Irã. A declaração provocou reação internacional e levantou questionamentos sobre possíveis violações de normas que regem conflitos armados.
Apesar da retórica agressiva, o recuo pode indicar uma tentativa de reduzir a pressão do conflito. A ausência inicial de uma posição clara do governo iraniano aumentou a incerteza, embora sinais posteriores apontem para aceitação da trégua.
Irã mobiliza população e se prepara para possível confronto
Enquanto as negociações avançam, o Irã mantém um clima de alerta. Autoridades locais incentivaram a formação de correntes humanas para proteger instalações estratégicas, como usinas de energia, consideradas potenciais alvos.
Leia Mais
Relatos também indicam que milhões de cidadãos se voluntariaram para atuar na defesa do país em caso de invasão. O cenário reforça a instabilidade na região e a importância das próximas semanas para definir se a trégua se consolidará ou dará lugar a uma nova escalada do conflito.