“Taxem os pobres”: filha de Peña é criticada enquanto impeachment avança no Paraguai
A filha do presidente do Paraguai, Santiago Peña, identificada como Costanza Peña, apareceu nas redes sociais com uma camiseta que dizia “Taxem os pobres”
A filha do presidente do Paraguai, Santiago Peña, virou alvo de críticas nas redes sociais nesta sexta-feira (6) após a divulgação de uma fotografia em que aparece usando uma camiseta com a frase em inglês “Tax the poor”, que significa “Taxem os pobres”, em português.
Conforme informações do Poder 360, a jovem, identificada como Costanza Peña, aparece posando diante do espelho de uma academia com a peça de roupa. Agora, o perfil da filha do presidente está indisponível.
A imagem ganhou repercussão em meio à grave crise financeira e política enfrentada pelo Paraguai, após o colapso do Ueno Bank, que deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro depositado na instituição.

Foto provoca indignação nas redes sociais
A repercussão chegou às publicações da Universidade Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos, onde Costanza estuda. Usuários passaram a comentar nas redes sociais da instituição com mensagens como “Costanza fora”, pedindo que a estudante seja expulsa da universidade.

Impeachment segue
O Senado do Paraguai rejeitou, nesta sexta-feira (6), o pedido do presidente para adiar por 72 horas a apresentação de sua defesa no processo de impeachment. Com a decisão, os parlamentares mantiveram o andamento do julgamento político, que pode resultar na destituição do chefe do Executivo.
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A solicitação de adiamento foi rejeitada por 39 votos contrários, três favoráveis e duas abstenções. Peña alegava que precisava de mais tempo para analisar as acusações e preparar sua defesa.
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A análise do impeachment começou na noite de quinta-feira, poucas horas depois de a Câmara dos Deputados aprovar, por unanimidade, a abertura do processo contra Peña. Foram 78 votos favoráveis à acusação.
Crise do Ueno Bank motivou processo
O processo de impeachment está relacionado à crise do Ueno Bank, instituição financeira que teve suas operações interrompidas após uma intervenção do Banco Central do Paraguai, na segunda-feira (2). O banco apresentava problemas nos indicadores de solvência, deixando cerca de 3 milhões de clientes sem acesso ao dinheiro depositado.
Entre as acusações apresentadas contra Peña estão suspeitas de conflito de interesses por sua antiga participação no grupo controlador da instituição, além de questionamentos sobre a concentração de recursos públicos e previdenciários no banco.
Renúncia não foi aceita
Na quinta-feira (5), em meio ao avanço do impeachment, Peña anunciou sua renúncia à Presidência. Contudo, o Congresso não conseguiu concluir a votação sobre o pedido por falta de quórum. Com isso, Peña continua oficialmente no cargo e permanece sujeito ao processo de impeachment.
A disputa também envolve as consequências jurídicas de uma eventual renúncia. Pela Constituição paraguaia, ex-presidentes podem se tornar senadores vitalícios, condição que garante imunidade parlamentar. Por esse motivo, opositores defendem que o julgamento político seja concluído antes de qualquer decisão sobre a saída do mandatário.

Para que o impeachment seja aprovado e Peña seja definitivamente afastado, são necessários pelo menos 30 votos dos 45 integrantes do Senado paraguaio.
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