Servidor de Uberlândia que levava colchão para expediente é demitido

Segurança patrimonial admitiu que levava o colchão para dormir durante o expediente e alegou que não fazia as rondas por temer pela própria segurança

, em Uberlândia

Um segurança patrimonial de Uberlândia que levava colchão para expediente e dormia durante o trabalho teve a demissão confirmada após passar por processo administrativo disciplinar. A sentença foi divulgada nesta terça-feira (14) no Diário Oficial do Município.

Segundo o comunicado, em uma dessas situações, o agente não realizou seu trabalho de forma apropriada e uma pessoa não autorizada entrou nas dependências da Secretaria Municipal de Segurança Integrada.

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Pessoa não autorizada entrou em dependência municipal por causa do servidor que levava colchão para expediente – Crédito: Prefeitura de Uberlândia/Reprodução

Servidor admitiu que levava colchão para expediente

Em depoimento à Comissão Processante, o servidor confessou que levava o colchão e que dormia durante o turno, mesmo sabendo que se tratava de uma atitude irregular. No entanto, ele justificou que não realizava as rondas obrigatórias porque “temia por sua segurança pessoal”.

O depoimento dele foi considerado pela Administração Municipal como incompatível com o cargo, uma vez que o núcleo essencial da função de um Agente de Segurança Patrimonial é justamente a vigilância ostensiva e a proteção dos espaços públicos.

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Pessoa não autorizada chegou a entrar em uma dependência municipal

Em um dos casos mais graves identificados, na noite de 2 de junho de 2023, o servidor chegou ao trabalho às 22h11, retirou um colchão de seu carro particular e o instalou em uma sala interna da Secretaria Municipal de Segurança Integrada.

Segundo apurado pela comissão, as luzes do ambiente foram apagadas pouco depois da meia-noite e só voltaram a ser acesas às 5h44. Durante esse intervalo, câmeras de monitoramento não registraram nenhuma atividade de vigilância ou ronda.

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Em razão do seu abandono ao posto, um homem não autorizado invadiu as dependências que estava sob responsabilidade do agente. A atitude foi considerada como um risco direto ao patrimônio público.

Prefeitura já havia exonerado o servidor antes da demissão

Segundo o comunicado, o servidor já não fazia mais parte do quadro de funcionários da Prefeitura de Uberlândia antes da nova decisão pela demissão. Ele já havia sido exonerado por ter reprovado no processo de estágio probatório, durante o período de avaliação inicial de novos concursados.

Contudo, a Administração Municipal optou por converter essa exoneração em demissão. Na prática jurídica, a mudança de status serve para garantir que a punição por falta grave conste no prontuário do ex-servidor.