Novo tremor em Pirajuba chama atenção após sequência no Triângulo Mineiro

Região registra segundo tremor em menos de 48 horas, aponta Centro de Sismologia da USP; especialistas explicam as causas geológicas

, em Uberlândia

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O Triângulo Mineiro registrou, na noite da última quinta-feira (2), um novo abalo sísmico. O tremor, que atingiu magnitude de 2.4, teve epicentro na região de Pirajuba, conforme dados monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSB) e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Este é o segundo evento do tipo registrado na região em um intervalo inferior a dois dias, intensificando a atenção dos moradores.

tremor em Pirajuba
Novo tremor de terra é detectado no Triângulo Mineiro – Crédito: Centro de Sismologia da USP/Reprodução

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Tremores em sequência no Triângulo Mineiro

O tremor em Pirajuba ocorreu precisamente às 23h30 (horário de Brasília). De acordo com as informações técnicas, o sismo foi classificado como raso, com profundidade estimada em até 10 quilômetros.

Até o momento, a Defesa Civil e as autoridades locais não registraram danos estruturais, vítimas ou prejuízos materiais causados pela atividade.

A ocorrência sucede outro evento noticiado no início desta semana. Na madrugada de quarta-feira (1º), um tremor de magnitude 2.6 atingiu a cidade de Planura, também no Triângulo Mineiro, às 4h53.

A sucessão de episódios tem gerado questionamentos da população sobre a estabilidade geológica da região.

Leia Mais: Tremor de terra de magnitude 2.6 é registrado durante madrugada em Planura

Por que Minas Gerais treme?

Para o sismólogo Bruno Collaço, pesquisador do Centro de Sismologia da USP e integrante da Rede Sismográfica Brasileira, a recorrência de abalos em Minas Gerais não deve ser motivo de pânico extremo, mas sim compreendida como um fenômeno geológico esperado.

“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados no Brasil. A grande maioria desses eventos naturais é resultado das pressões geológicas intensas que atuam na crosta terrestre”, esclarece Collaço.

Minas Gerais possui um histórico conhecido de acomodações do solo. A crosta terrestre é composta por placas que estão em constante movimento e sob pressão. Quando essa energia acumulada ao longo do tempo supera a resistência das rochas, ocorre a liberação sob a forma de sismo.

A Rede Sismográfica Brasileira, coordenada pelo Observatório Nacional e com o suporte do Serviço Geológico do Brasil, continua monitorando a região para verificar se haverá novas movimentações ou se o sistema geológico local entrará em processo de estabilização nas próximas horas.

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