Quem é Davi Alcolumbre, o novo presidente do Senado
Reeleito para o cargo, senador já presidiu a Casa entre 2019 e 2021; Parlamentar do União Brasil se tornou um dos senadores mais votados da história recente da Casa
Eleito neste sábado (1º) com 73 dos 81 votos, Davi Alcolumbre (União-AP) assume novamente a presidência do Senado Federal. Ele comandará a Casa pelos próximos dois anos, até fevereiro de 2027, repetindo o feito de sua primeira gestão, entre 2019 e 2021.
A vitória de Alcolumbre foi construída com um apoio amplo, unindo sete partidos, incluindo legendas de espectros opostos como o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro. Seus concorrentes, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos Pontes (PL-SP), receberam apenas quatro votos cada.
Com essa eleição, Alcolumbre se torna um dos presidentes do Senado mais votados da história recente, ficando atrás apenas de Mauro Benevides (1991) e José Sarney (2003), ambos eleitos com 76 votos.
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Nascido em 19 de junho de 1977, em Macapá, Alcolumbre iniciou sua carreira política cedo. Em 2001, aos 24 anos, foi eleito vereador da capital amapaense pelo PDT. Dois anos depois, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, onde permaneceu por três mandatos consecutivos.
Em 2006, migrou para o PFL, partido que posteriormente se tornou o Democratas e, mais tarde, o União Brasil. Entre 2009 e 2010, afastou-se temporariamente do cargo de deputado para assumir a Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Macapá.
Em 2014, foi eleito senador pela primeira vez com 131 mil votos. Quatro anos depois, tentou se eleger governador do Amapá, mas terminou o primeiro turno na terceira colocação. Em 2022, foi reeleito para o Senado com 196 mil votos.

Alcolumbre presidiu o Senado entre 2019 e 2021, período em que pautou temas econômicos importantes, como a reforma da Previdência e a autonomia do Banco Central.
Apesar disso, sua gestão gerou atritos com parlamentares de direita após ele engavetar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e adiar a sabatina de André Mendonça, indicado por Bolsonaro ao STF.
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Nos últimos dois anos, manteve sua influência no Senado presidindo a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes da Casa. No cargo, teve papel central na tramitação da reforma tributária e das indicações de autoridades para agências reguladoras e tribunais superiores.
Ele também foi um dos principais articuladores do governo Lula no Congresso e é considerado padrinho político do ministro Waldez Góes, responsável pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
Agora, de volta à presidência do Senado, Alcolumbre promete manter a independência da Casa e defender as prerrogativas dos senadores.
“Um compromisso com a proteção das garantias e prerrogativas de senadoras e senadores e com a preservação da independência do Senado Federal”, afirmou em seu discurso.