Prefeitura afasta Corregedora de Uberlândia após vazamento de áudios
Decisão publicada no Diário Oficial afasta a Corregedora de Uberlândia, Ana Cláudia Baron, por 60 dias para apurar irregularidades em sindicância aberta pela Secretaria de Administração.
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A Prefeitura de Uberlândia oficializou nesta segunda-feira (20) o afastamento da corregedora-geral do Município, Ana Cláudia Alvarenga Melo Baron, por 60 dias. A medida foi publicada no Diário Oficial após a divulgação de supostos áudios atribuídos a ela e a abertura de uma sindicância administrativa para apurar o caso.
A decisão em afastar a corregedora de Uberlândia foi assinada pelo secretário municipal de Administração, segue recomendação da comissão criada na última sexta-feira (17). Conforme o ato, o afastamento é temporário e não tem caráter punitivo. O objetivo é evitar interferências na investigação e garantir a condução regular do processo.
A sindicância administrativa foi instaurada para investigar os fatos e os supostos áudios que passaram a circular publicamente, além de outros pontos que surgirem durante os trabalhos. A comissão foi formada por três servidores, com prazo inicial de 30 dias para concluir a apuração, podendo haver prorrogação por mais 30 dias.

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Em nota, a Secretaria Municipal de Administração informou que a sindicância busca apurar os fatos e os áudios relacionados à Corregedoria Geral do Município e destacou que a abertura do procedimento segue conceitos de governança e compliance, além de boas práticas da administração pública. A pasta também afirmou que o afastamento preliminar respeita o princípio da presunção de inocência.

Em uma página pública com dados acadêmicos, Ana Cláudia aparece como servidora municipal e corregedora-geral da Prefeitura de Uberlândia, além de ter formação em Direito, MBA em Gestão Pública e participação em eventos com temas como ética, integridade, governança pública, compliance e processo administrativo disciplinar.
O que se sabe sobre o afastamento da corregedora de Uberlândia
Na edição de sexta-feira (17), o Diário Oficial trouxe a portaria que instaurou a sindicância e designou a comissão responsável pela investigação. Já na edição desta segunda-feira (20), o município publicou a decisão de afastamento cautelar da servidora pelo prazo de 60 dias, sem prejuízo da remuneração, com possibilidade de revisão antes do fim desse período caso a sindicância seja concluída.
O texto oficial reforça que a medida não antecipa julgamento sobre o mérito da investigação. Ainda assim, o afastamento eleva a pressão sobre um dos setores mais sensíveis da estrutura administrativa, justamente o órgão responsável por acompanhar e apurar condutas internas dentro da própria Prefeitura.
O que acontece agora?
A comissão sindicante deve analisar o material já reunido e verificar se houve irregularidade funcional ligada ao conteúdo dos áudios e ao contexto administrativo citado nos atos oficiais. Ao fim do processo, a apuração pode resultar em arquivamento, encaminhamentos internos ou abertura de medidas posteriores, a depender das conclusões da comissão.
Até lá, o caso segue oficialmente em investigação, sem conclusão definitiva sobre responsabilidade da servidora. A decisão publicada nesta segunda, portanto, funciona como uma medida de cautela da administração para blindar a apuração em um momento em que o caso já ganhou forte repercussão pública em Uberlândia.
A reportagem do Paranaíba Mais solicitou informações adicionais ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre o desdobramento das investigações, mas ainda obteve retorno. A corregedora-geral, Ana Cláudia Alvarenga Melo Baron, também foi contatada por e-mail para comentar o afastamento, porém não houve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.
Veja os supostos áudios que estão circulando