Ministro Marco Buzzi pede afastamento do STJ após denúncias
Magistrado enfrenta duas acusações de importunação sexual e é investigado pela CNJ; ministro Marco Buzzi pediu afastamento por 90 dias
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, solicitou o afastamento do cargo por 90 dias nesta terça-feira (10). O magistrado é investigado pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) por duas denúncias de suposta importunação sexual.

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O pedido de afastamento foi confirmado pela apuração do Paranaíba Mais. O motivo da solicitação de Buzzi seria problemas cardíacos. Na segunda-feira (9), o magistrado enviou uma carta aos colegas do STJ defendendo sua inocência.
No mesmo dia, o CNJ confirmou ter recebido uma segunda denúncia de importunação sexual contra Buzzi. A primeira, recebida na semana passada, é de uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos de Marco Buzzi.
O caso ocorreu em janeiro, quando o ministro e o casal de amigos passavam férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. A jovem o acusou de tentar agarrá-la enquanto estavam no mar. O STJ abriu uma sindicância interna para apurar os fatos na terça-feira passada (4).
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Na carta enviada aos demais ministros do STJ, Buzzi disse que confia que os fatos serão “plenamente esclarecidos” por meio de “apuração técnica e imparcial”. “Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado”, escreveu ele, segundo a Agência Brasil.
Confira a carta do ministro Marco Buzzi na íntegra
O conteúdo do documento foi divulgado pela Agência Brasil. Leia?:
“Caros colegas,
Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.
De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.
Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.
Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.
Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.
Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.
Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.
Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.
De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.”