Janones é suspenso por 3 meses e perde salário, gabinete e verbas da Câmara
Deputado decidiu não recorrer da punição após confusão no plenário com Nikolas Ferreira
O deputado André Janones (Avante-MG) decidiu não recorrer da suspensão de três meses do mandato determinada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A penalidade foi aprovada em decisão cautelar na última terça-feira (15). Apesar de ter manifestado publicamente a intenção de recorrer, alegando também ter sido agredido verbal e fisicamente, Janones não apresentou recurso. O prazo para apelação terminou nesta quarta-feira (16).
Se houvesse recurso ao plenário, a suspensão, que já havia sido diminuída pelo relator, poderia ser ampliada para até seis meses e também enfervecer um pedido de cassação do mandato. A suspensão tem efeito imediato. Durante os três meses de afastamento, Janones ficará sem salário, sem gabinete, sem assessores e sem acesso às verbas públicas destinadas ao exercício do mandato. Como o afastamento não ultrapassa 120 dias, a Câmara decidiu não convocar o suplente.
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Confusão no plenário
O processo de suspensão, aproado por 15 votos a 3, foi aberto após Janones chamar Nikolas Ferreira de “cadelinha”, além de usar termos como “capacho” e “vira-lata” contra outros deputados. O episódio ocorreu em 9 de julho quando Nikolas discursava contra o aumento de tarifas dos Estados Unidos para produtos brasileiros.
Segundo o relator, a atitude de Janones gerou uma confusão generalizada e precisou da intervenção da Polícia Legislativa. A então punição foi aplicada por “comportamento incompatível com o decoro parlamentar”.
Versão de Janones
O deputado afirma que estava gravando um vídeo para suas redes sociais contra a taxação norte-americana e que registrou Nikolas para mostrar “quem estava defendendo Donald Trump”.
Segundo ele, a confusão começou quando voltou à tribuna para refazer a gravação e foi impedido por deputados de oposição, que teriam o agredido.
Janones diz ter vídeos que comprovam sua versão e afirmou não entender “qual foi a ofensa” que gerou o processo, mas pediu desculpas pela confusão.