Irã ameaça fechar totalmente o estreito de Ormuz se EUA atacarem instalações de energia
Declaração de militar iraniano ocorre após Donald Trump dar prazo de 48 horas para Teerã reabrir a passagem
O Irã ameaçou neste domingo (22), fechar completamente o estreito de Ormuz caso os Estados Unidos ataquem instalações energéticas do país. A declaração foi feita pelo porta-voz da sede iraniana de Khatam al-Anbiya, coronel Ebrahim Zolfaqari, em meio à escalada de tensão após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que poderá atingir usinas de energia iranianas se Teerã não reabrir totalmente a passagem marítima em até 48 horas.

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A nova ameaça eleva a pressão sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do abastecimento global de petróleo e gás, o que faz com que qualquer restrição no tráfego provoque preocupação imediata no mercado internacional e no transporte de combustíveis.
Segundo Zolfaqari, se a infraestrutura de combustíveis e energia do Irã for alvo de ataques, o país passará a considerar como alvos instalações energéticas, estruturas de tecnologia da informação e unidades de dessalinização ligadas aos Estados Unidos e a seus aliados na região.
A Guarda Revolucionária também indicou a possibilidade de ampliar a retaliação contra empresas com participação norte-americana no Oriente Médio e contra estruturas localizadas em países que abrigam bases dos EUA.
No sábado (21), Trump publicou na rede Truth Social que os Estados Unidos vão atingir e “obliterar” usinas de energia iranianas, começando pela maior delas, caso o Irã não reabra o estreito sem condições ou ameaças dentro do prazo estipulado. A manifestação marcou um novo endurecimento no discurso da Casa Branca diante do impasse na navegação pela região.
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Também neste domingo, autoridades iranianas afirmaram que o corredor marítimo permanece aberto, mas não para embarcações ligadas a países considerados inimigos de Teerã. Em entrevista reproduzida por agências internacionais, o representante iraniano na Organização Marítima Internacional, Ali Mousavi, declarou que a passagem segue liberada aos demais navios, desde que haja coordenação com as autoridades do país para garantir a segurança das tripulações.
A crise em torno do estreito já provoca reflexos práticos. Centenas de navios permanecem ancorados nas proximidades da passagem, enquanto empresas de transporte de petróleo suspenderam operações por temor de ataques a petroleiros.