Estreito de Ormuz fechado: Irã ameaça ‘incendiar’ navios e preço do petróleo dispara

Decisão da Guarda Revolucionária interrompe 20% do fluxo mundial de combustível; Trump promete "onda de ataques" contra Teerã enquanto conflito se espalha pelo Golfo

, em Uberlândia

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O comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (2). O governo iraniano declarou que atacará qualquer embarcação que tentar atravessar a passagem marítima. A medida ocorre após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em um bombardeio israelense.

Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e concentra 20% do fluxo global de petróleo e gás – Crédito: Hamad Mohammed/Reprodução

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O bloqueio interrompe o fluxo de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos mundialmente. Após o anúncio, o preço do barril de petróleo registrou alta de 9%. Na Holanda, os valores de referência do gás natural no atacado subiram 25%.

Empresas petrolíferas e armadores suspenderam o transporte de carga pela região devido ao risco de ataques. Apesar da oscilação nos preços, a Comissão Europeia informou que não prevê impacto imediato na segurança do abastecimento de energia para os países do bloco.

Mobilização militar dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o exército prepara ataques contra o Irã para destruir a capacidade naval e de mísseis do país. O Pentágono confirmou a ampliação da “Operação Fúria Épica”, com o aumento do número de caças na região do Golfo.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que o objetivo militar é impedir ataques iranianos contra ativos americanos e israelenses. O governo dos Estados Unidos sinalizou que avalia o envio de tropas para o território iraniano.

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Expansão das hostilidades

O conflito atingiu outros países da região nesta segunda-feira. O Irã lançou drones contra alvos no Kuwait, Catar e Arábia Saudita. Na fronteira com o Líbano, Israel e a milícia Hezbollah trocaram disparos de artilharia.

O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não aceitará negociar com os Estados Unidos. O fechamento da via marítima e os bombardeios mútuos elevaram o nível de alerta em hubs logísticos estratégicos do Oriente Médio.