EUA mudam acusação e deixam de atrelar liderança de cartel a Maduro
Nova denúncia do Departamento de Justiça abandona tese usada desde 2020 e muda estratégia ao tratar narcotráfico ligado ao governo venezuelano
A acusação de que o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro era ligado à liderança de cartel foi retirada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, nesta terça-feira (06). A denúncia fazia parte de uma acusação apresentada desde 2020 contra o presidente venezuelano.

A menção ao cartel era feita ao menos 33 vezes em uma primeira denúncia, na qual apontava Maduro como líder da organização. Em outra acusação, as menções foram reduzidas a duas vezes e não citavam mais a relação de Maduro com o cartel.
De acordo com a ONU, não há qualquer menção ao Cartel de Los Soles em suas publicações do Escritório para Drogas e Crimes. O Relatório Anual Sobre Ameaças de Drogas da DEA (Administração de Combate às Drogas) de 2025, do governo dos EUA, também não menciona o suposto cartel venezuelano.
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Relembre a captura de Nicolás Maduro
Na madrugada do último sábado (05), a Venezuela foi atingida por ao menos sete explosões e cerca de 80 pessoas foram mortas durante investida dos Estados Unidos no país.
Durante a ação, Nicolás Maduro foi preso no mesmo dia, horas depois das explosões. Tropas estadunidenses foram até a residência em que o presidente estava com sua esposa.

O presidente venezuelano foi deposto e levado aos Estados Unidos em uma operação militar que, segundo o governo da Venezuela, ocorreu sem autorização do Congresso norte-americano ou do Conselho de Segurança da ONU.
Trump também divulgou uma foto de Nicolás Maduro após ser capturado. Na foto, ele está com um óculos escuros, fones de ouvido e algemas. Ao fim do dia, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn.
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Nesta segunda-feira (05), Nicolás Maduro foi ouvido no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, por envolvimento com narcoterrorismo. Durante audiência, Maduro reforçou sua inocência e disse ser “prisioneiro de guerra”.