EUA ameaça bloquear estreito de Ormuz e prevê ataques a embarcações

Presidente acusa o Irã de extorsão, fala em destruição de minas e diz que forças americanas estão prontas para o combate

, em Uberlândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (12) que pretende bloquear o estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, impedindo a passagem de embarcações próximas ao Irã. A declaração foi feita após o fracasso de novas negociações entre os países e elevou o tom das tensões na região.

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos podem bloquear o estreito de Ormuz em meio à escalada de tensões com o Irã – Crédito: Annabelle Gordon/Reprodução

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O estreito de Ormuz é estratégico para o transporte global de petróleo, concentrando a passagem de navios petroleiros que saem do Golfo Pérsico. Um eventual bloqueio pode impactar diretamente o fornecimento internacional de combustível e provocar instabilidade nos mercados.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que as forças americanas iniciarão a destruição de minas que, segundo ele, teriam sido instaladas pelo Irã na região. O presidente também fez ameaças diretas a possíveis reações iranianas.

“Começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito. Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido”, escreveu.

Trump acusou o Irã de tentar extorquir os Estados Unidos e reforçou que o país norte-americano está preparado para um confronto militar. Segundo ele, as Forças Armadas americanas “darão conta do pouco que restou do Irã” em caso de escalada.

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O republicano também mencionou que houve avanços nas negociações recentes, realizadas no Paquistão, mas indicou que o principal impasse permanece. De acordo com Trump, não houve acordo sobre o programa nuclear iraniano, considerado o ponto central das tratativas.

“O único ponto que realmente importava, o programa nuclear, não foi acordado”, afirmou.

A nova declaração amplia a tensão geopolítica no Oriente Médio e reacende preocupações sobre possíveis impactos econômicos e riscos de um conflito de maiores proporções na região.