Dandara desiste de ação judicial e abandona disputa pelo PT de Minas
Decisão foi anunciada em vídeo com Edinho Silva e Reginaldo Lopes; deputada diz que gesto visa fortalecer a unidade partidária e evitar rachas internos
A deputada federal Dandara Tonantzin (PT) anunciou que vai retirar o processo judicial que questionava a decisão do partido de barrar sua candidatura a presidência do PT em Minas Gerais. A decisão foi divulgada em vídeo nas redes sociais, ao lado do deputado federal Reginaldo Lopes (PT) e do presidente nacional do partido, Edinho Silva.
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Inicialmente, a parlamentar havia obtido liminar da Justiça autorizando sua candidatura, mas o partido optou por adiar a eleição estadual, alegando não haver tempo hábil para reincluir seu nome nas cédulas já distribuídas. O impasse gerou tensões internas. Posteriormente, a liminar foi derrubada.
No vídeo, compartilhado nesta terça-feira (9), Edinho agradeceu o gesto de recuo da deputada. “Esse seu gesto mostra o seu tamanho político, sua importância enquanto liderança do nosso partido”, afirmou.
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Dandara, por sua vez, disse que a decisão representa “um salto para o futuro” e busca preservar a coesão partidária. “Derrotar o fascismo exige coesão e coerência partidária; dispersão é um luxo de quem imagina já ter vencido[…]”, contou no vídeo compartilhado.
O gesto foi interpretado como uma tentativa de evitar o acirramento interno e manter o foco na atuação nacional do partido. “Com este gesto, queremos transformar tensões internas em sinergia programática e deixar claro quem é o inimigo real a ser combatido”, afirmou Dandara no texto que acompanha o comunicado.
A eleição no diretório estadual, tanto como nacional e municipal do partido, deve ocorrer no domingo (13).
Confira o que disse a deputado em seu comunicado:
“Derrotar o fascismo exige coesão e coerência partidária; dispersão é um luxo de quem imagina já ter vencido, não de quem ainda precisa assegurar comida na mesa, emprego digno e soberania ao nosso povo. Por isso, decidimos que não levaremos o processo judicial adiante. Isso não é um passo atrás. É um salto para o futuro. A história ensina que a intransigência e os arroubos antidemocráticos desgastam e desmobilizam o nosso maior patrimônio, a militância. Com este gesto, queremos transformar tensões internas em sinergia programática e deixar claro quem é o inimigo real a ser combatido. Nosso compromisso é com as trabalhadoras e trabalhadores de todos os cantos de Minas. Escolhemos o difícil caminho que reposiciona o foco das nossas responsabilidades como o partido do povo”.