Cinco pessoas envolvidas em esquema bilionário de sonegação são denunciadas pelo MPMG no Triângulo Mineiro
Indivíduos já vinham sendo investigados em envolvimento de sonegação na Operação Castelo de Vento
Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acusadas de envolvimento em um esquema de sonegação de impostos no comércio de carnes e abate no Triângulo Mineiro, nesta segunda-feira (12).
Destas, quatro já estavam em prisão preventiva desde a Operação Castelo de Vento, realizada em 8 de maio deste ano.
Durante mais de cinco anos, elas teriam movimentado mais de R$ 1 bilhão em notas fiscais, podendo ter causado um prejuízo estimado em mais de R$ 80 milhões aos cofres públicos mineiros.

Segundo o MP, os alvos denunciados seriam apenas os líderes dos núcleos de uma organização criminosa, com dezenas de outros envolvidos, especializada em falsidade ideológica, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Dois são denunciados por formação de organização criminosa; um pelo crime de formação de organização criminosa e sonegação fiscal; e outro por formação de organização criminosa e por prejudicar as investigações.
Leia Mais
Sonegação fiscal
A Operação Castelo de Vento cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão nas cidades mineiras de Uberaba e Delta, no Triângulo Mineiro, e em São José do Rio Preto (SP). As investigações aconteciam desde 2023.
A intenção era interromper o esquema do crime por meio da prisão de seus responsáveis e aprofundar as investigações por meio da coleta e análise de documentos, tanto físicos quanto digitais, obtidos dos investigados.
Segundo as investigações, contabilistas, empresários, pessoas jurídicas e outras pessoas, se associaram para a prática de sonegação fiscal estruturada, utilizando dezenas de empresas para a sistemática emissão de notas fiscais ideologicamente falsas.
Essas notas frias se prestavam a simular operações comerciais, para acobertar a aquisição de gado de origem clandestina em favor de frigoríficos e acobertar operações comerciais praticadas por terceiros, deslocando a responsabilidade tributária a empresas de fachada.
As investigações tiveram início por meio de trabalho de auditoria da Receita Estadual em Uberaba, que identificou o funcionamento do esquema criminoso e levou o caso ao Ministério Público para apuração conjunta..