Governo de Minas autua mineradora Vale após extravasamentos
Vazamentos foram registrados nas minas Fábrica e Viga, em Congonhas e Ouro Preto; governo determinou que a mineradora Vale cumpra medidas emergenciais
O Governo de Minas Gerais autuou a mineradora Vale S.A. após os episódios de extravasamento de água ocorrido nas minas Fábrica e Viga, entre os municípios Congonhas e Ouro Preto. Não houve vítimas, mas o caso ocasionou danos ambientais. Segundo o governo estadual, a empresa deverá cumprir uma série de medidas emergenciais.

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O primeiro episódio ocorreu na madrugada de domingo (25), quando foi registrado um extravasamento de água com sedimentos em uma cava da mina de Fábrica, que fica entre Congonhas e Ouro Preto. O material atravessou o dique Freitas e seguiu carregando sedimentos e rejeitos de mineração, mas sem vítimas. Segundo a Prefeitura de Congonhas, houve vazamento de 263 mil metros cúbicos de água turva que continha minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral.
O extravasamento provocou danos na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), causando o alagamento de áreas da empresa. Entre as áreas afetadas, estão o almoxarifado, os acessos internos, as oficinas mecânicas e a área de embarque. Conforme o Município de Ouro Preto, a ocorrência se deu em área rural, afastada do centro histórico e em um local pouco populoso.
No ocorrido na mina Viga, que fica em Congonhas, também não houve vítima. No entanto, o extravasamento atingiu o rio Maranhão, causando danos ambientais.
O que disse o Governo de Minas?
No comunicado oficial, o governo estadual informou que equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) acompanham a situação desde a manhã de domingo (25). O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar de Meio Ambiente também acompanham a situação.
A Semad determinou que a Vale cumpra imediatamente uma série de medidas emergenciais. Dentre elas, está ações de limpeza no local afetado e monitoramento do curso d’água atingido. “Também será solicitado à empresa plano de recuperação ambiental para limpeza das margens, desassoreamento e demais medidas necessárias à recuperação do curso d’água afetado”, informou em nota.
Segundo o Governo de Minas, a atuação técnica no local irá determinar as ações para mitigação dos danos ambientais. “Ressalta-se que não houve vítimas e que os danos materiais seguem em avaliação”, disse. O comunicado ainda informou que equipes do governo estão à disposição para prestar apoio social à população afetada.

Vale afirma que extravasamentos foram “contidos”
Em nota, na segunda-feira (26), a Vale informou que os extravasamentos de água identificados nas minas de Congonhas e de Ouro Preto “foram contidos”. Veja trecho do comunicado abaixo:
“Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas. Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dias, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos”, informou a companhia.
A companhia também afirmou que realiza ações preventivas de inspeção e manutenção periodicamente e que suas estruturas são seguras. “A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia”, disse a Vale.