Trabalhadores resgatados recebem indenização de R$ 146 mil em Unaí

Sete vítimas encontradas em condições semelhantes à escravidão receberão verbas rescisórias, indenizações e acesso ao seguro-desemprego após ação do MPT

, em Uberlândia

Sete trabalhadores resgatados em uma fazenda na zona rural de Unaí, no Noroeste de Minas Gerais, vão receber juntos R$ 146,8 mil após um acordo judicial movido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Patos de Minas, por trabalho semelhante à escravidão. Além da indenização, cada um terá direito a três parcelas de seguro-desemprego. O caso foi descoberto após uma denúncia anônima feita em abril de 2026.

Trabalhadores resgatados
Trabalhadores em condição semelhante à escravidão em fazenda de Unaí vão receber R$ 146 mil – Crédito: MPT/Divulgação

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Trabalhadores resgatados em zona rural

A situação foi descoberta depois de uma denúncia, que levou a uma fiscalização no local. Os trabalhadores estavam vivendo em contêineres pequenos e barracas improvisadas, feitas com lona e plástico.

Trabalho análogo à escravidão
Vítimas viviam sem estrutura básica, em condições degradantes, na zona rural de Unaí – Crédito: MPT/Divulgação

Não havia banheiro, nem água potável. Segundo as apurações, eles precisavam fazer as necessidades ao ar livre e recebiam comida em más condições de consumo.

Também foi identificado que o grupo enfrentava jornadas longas, sem descanso semanal, e estava preso a dívidas com os empregadores. Há relatos ainda de ameaças para impedir que deixassem o trabalho.

O que prevê o acordo

O acordo foi feito com dois produtores rurais e uma empresa ligada ao café. Eles terão que pagar os valores diretamente aos trabalhadores em até 20 dias.

O total de R$ 146.859,82 inclui direitos trabalhistas e indenizações pelo que os trabalhadores passaram.

Parte do valor, R$ 30 mil, será destinada a um fundo público que apoia trabalhadores em todo o país.

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Pagamento de seguro-desemprego

Além da indenização, os trabalhadores vão receber três parcelas de seguro-desemprego, de R$ 1.621 cada.

A Justiça determinou prioridade nesse pagamento, considerando a situação de vulnerabilidade em que eles foram encontrados.

Para garantir que o acordo seja cumprido, a Justiça manteve medidas que impedem os envolvidos de movimentar bens e dinheiro até que tudo seja pago.

Problema ainda recorrente em MG

Falta de estrutura, jornadas abusivas e ameaças continuam sendo problemas encontrados em fiscalizações em áreas rurais de Minas Gerais.

No último mês ma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) autuou marcas de roupa por trabalho semelhante à escravidão após identificar irregularidades em oficinas de costura na Região Metropolitana de Belo Horizonte.