Suposto traficante internacional é enviado a presídio de segurança máxima em BH
Justiça mantém prisão de suspeito de liderar narcotráfico em Minas e determina transferência urgente para unidade de segurança máxima por alta periculosidade
A atuação de um suposto traficante internacional voltou ao centro das atenções em Belo Horizonte após a Justiça manter a prisão de Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”, durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (18/3). Apontado como uma das principais lideranças do narcotráfico em Minas Gerais, ele deve ser transferido com urgência para um presídio de segurança máxima.

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A decisão foi tomada pela juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, que conduziu a audiência por videoconferência devido a questões de segurança. A magistrada considerou legal o cumprimento do mandado de prisão e não identificou qualquer violação de direitos durante a detenção do investigado.
A prisão do suspeito ocorreu em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em uma operação conjunta que reuniu agentes da Polícia Federal, da Polícia Civil de Minas Gerais e contou com apoio das autoridades bolivianas. As investigações apontam que o suposto traficante internacional teria envolvimento direto com o tráfico transnacional de drogas, além de conexões com diferentes facções criminosas que atuam no Brasil e no estado mineiro.
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Suposto traficante internacional é considerado de alta periculosidade
Ao justificar a decisão, a juíza destacou o grau de periculosidade do investigado. Segundo ela, o perfil do suspeito exige medidas rigorosas para evitar riscos dentro do sistema prisional. Por isso, determinou a transferência imediata para uma unidade com estrutura reforçada.
A medida busca não apenas preservar a integridade física do próprio preso, mas também garantir a segurança de outros detentos e dos profissionais que atuam no sistema carcerário.
Além da transferência, a magistrada ordenou o envio do caso para a 4ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte, que ficará responsável pela condução do processo principal.
Com a decisão, o caso do suposto traficante internacional segue avançando na Justiça, enquanto as autoridades aprofundam as investigações sobre a atuação do suspeito e suas possíveis conexões no crime organizado.