Servidores do Dmae são suspensos por uso de carro oficial para fins particulares

Processo administrativo disciplinar concluiu que veículo da autarquia foi utilizado para almoço em restaurante durante expediente

, em Uberlândia

Dois servidores do Dmae em Uberlândia foram suspensos após a comprovação do uso irregular de uma viatura oficial para atendimento de interesse particular. A decisão foi assinada pelo diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgoto, Rodrigo Sávio Couto de Lacerda, e publicada no Diário Oficial do Município.

De acordo com a sentença, os servidores identificados foram considerados responsáveis por violar normas do serviço público ao utilizarem veículo oficial para deslocamento até um restaurante durante o horário de trabalho. Como penalidade, um deles recebeu suspensão de 10 dias, enquanto a outra servidora foi suspensa por cinco dias.

Sede do DMAE, em Uberlândia, onde tramitou o processo administrativo disciplinar que resultou na suspensão dos servidores – Crédito: Secom/PMU

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O processo teve origem em uma sindicância administrativa instaurada após denúncia registrada em novembro de 2024. Segundo o relato, a viatura da autarquia teria sido utilizada para levar servidores até um restaurante. A apuração inicial identificou inconsistências entre os dados do sistema de rastreamento do veículo e os registros manuais de bordo.

Testemunhas confirmaram que a viatura permaneceu estacionada no local do restaurante entre 11h20 e 12h05, sem autorização para esse tipo de uso. Também foi apontada a existência de registro não fidedigno no relatório oficial, no qual a parada para almoço não foi informada.

Nos depoimentos, os servidores que ocupavam a condição de passageiros alegaram desconhecimento das normas e subordinação hierárquica, o que levou a comissão processante a determinar o arquivamento da denúncia em relação a eles. Que foram absolvidos por falta de responsabilidade direta sobre o veículo.

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No caso dos dois servidores do Dmae punidos, a comissão concluiu que o veículo público foi usado de forma consciente para atender a interesses pessoais e que houve omissão de informações em um registro oficial. A decisão ressaltou que incluir dados incorretos em relatórios internos é uma falta grave, por violar regras básicas do serviço público e comprometer a ética na administração.

Apesar de a lei municipal prever até demissão em situações como essa, o entendimento foi de que a punição máxima não seria adequada ao caso. Por isso, foi aplicada a penalidade de suspensão, em período maior do que o inicialmente sugerido, levando em conta a gravidade das condutas apuradas.

Com a publicação da decisão, tanto os servidores punidos quanto os absolvidos serão oficialmente notificados, assim como suas chefias e os setores administrativos envolvidos.