MPMG pede exoneração de 7 servidores em Brasilândia de Minas
Ação Civil Pública aponta nomeações de familiares em cargos públicos nos poderes Executivo e Legislativo; Promotoria pede exoneração imediata, multa e bloqueio de bens
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MPMG aponta nepotismo
Segundo o órgão, o caso envolve indícios de nepotismo direto e cruzado entre a Prefeitura e a Câmara Municipal. As apurações foram conduzidas em inquérito civil e indicam que o então prefeito e o então presidente da Câmara teriam favorecido parentes em nomeações para cargos comissionados.
De acordo com o processo, familiares do chefe do Executivo foram designados para secretarias municipais. No Legislativo, também há registros de nomeações de parentes do então presidente da Câmara, com vínculos que alcançariam a estrutura administrativa da Casa.
Nomeações envolvem familiares de agentes políticos
O levantamento apresentado pelo MPMG detalha o seguinte cenário:
- Filha e esposa do prefeito teriam sido nomeadas para secretarias municipais
- Pai, irmão, tio e esposa do então presidente da Câmara foram designados para cargos no Executivo
- Cunhada de um vereador teria sido nomeada para cargo na Câmara Municipal, em posição de subordinação direta
Para o Ministério Público, o conjunto de nomeações pode indicar possível violação aos princípios da administração pública, especialmente impessoalidade e moralidade.
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Ausência de critérios técnicos é apontada na investigação
A ação também sustenta que as nomeações ocorreram sem comprovação de critérios objetivos de seleção, como análise de currículo ou avaliação de qualificação técnica.
Segundo o MPMG, a própria administração municipal informou não possuir registros de currículos dos servidores nomeados, o que reforçaria a fragilidade dos critérios adotados para ocupação dos cargos.
Outro ponto levantado pela Promotoria envolve uma das secretarias ocupadas por pessoa ligada ao prefeito. De acordo com a investigação, as atividades do setor estariam esvaziadas, já que as funções administrativas seriam exercidas diretamente pelo Gabinete do Executivo.
Para o Ministério Público, esse arranjo pode indicar tentativa de formalizar nomeações sem efetiva necessidade administrativa, o que reforçaria a tese de irregularidade.
MPMG pede exoneração de 7 servidores
Antes de recorrer à Justiça, o MPMG expediu recomendação para que Prefeitura e Câmara realizassem a exoneração de 7 servidores.
A Prefeitura contestou a caracterização de nepotismo. Já a Câmara Municipal não apresentou resposta formal no âmbito da recomendação, segundo o órgão ministerial.
