Justiça coloca Suzane Richthofen como inventariante da herança de tio

Condenada pela morte dos pais vivia uma briga judicial com a prima pela herança de R$ 5 milhões; decisão foi divulgada nesta sexta (6)

, em Uberlândia

A Justiça de São Paulo decidiu que Suzane von Richthofen será a inventariante da herança do tio materno dela, o médico aposentado Miguel Abdalla Neto. Condenada pela morte dos pais, Suzane vivia uma disputa familiar pelo espólio, avaliado em R$ 5 milhões, com sua prima Carmem Silvia Gonzalez Magnani. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6).

Suzane von Richthofen e o tio, Miguel Abdalla Neto
Suzane von Richthofen estará responsável pelo inventário da herança do tio – Crédito: Redes sociais/Reprodução

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Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto dentro da casa onde morava, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, no dia 9 de janeiro. Sem esposa, filhos ou testamento, a morte do médico abriu uma disputa entre familiares pelo patrimônio.

Silvia Magnani, que também é prima de Miguel Abdalla e se considera ex-companheira dele, acusou Richthofen de furto na última terça-feira (3). Segundo a mulher, Suzane teria retirado bens do imóvel de Abdalla Netto sem qualquer autorização judicial. Entre os itens citados estão carro, máquina de lavar roupas, sofá, cadeira ou poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro pertencentes ao médico.

Segundo apuração do jornalista Ulisses Campbell para O Globo, a decisão é da 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional II de Santo Amaro. A juíza Vanessa Vaitekunas Zapater entendeu que, apesar de Carmem Silvia ser prima do falecido, ela é parente colateral de quarto grau e não tem preferência sucessória.

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Sobrinhos, que são parentes colaterais de terceiro grau, precedem os primos na ordem de vocação hereditária, conforme o Código Civil. Este é o caso de Suzane von Richthofen. A condenada foi a única que se habilitou formalmente nos autos como herdeira, sendo considerada a única pessoa apta a exercer o encargo de inventariante.

Condenada a 39 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane cumpre atualmente a pena fora do sistema prisional.

A morte do tio de Suzane von Richthofen

A morte de Miguel Abdalla Netto segue sendo investigada como suspeita, enquanto peritos aguardam resultados de exames para esclarecer as circunstâncias do óbito. Uma das hipóteses levantadas é de morte natural após um infarto, mas a apuração ainda não foi concluída.

No campo sucessório, não existe impedimento automático para que Suzane herde bens do tio. A condenação pelo assassinato dos pais atinge apenas a herança das vítimas do crime e não se estende, por si só, a outros parentes. Ainda assim, a disputa judicial pelo espólio e as acusações criminais caminham em paralelo e aumentam a pressão sobre o futuro de Suzane.