Jogadora de Uberlândia é banida de jogo eletrônico, recorre à Justiça e perde ação
Jogadora de Uberlândia perdeu ação contra a Garena após ser flagrada usando "hacks" no Free Fire
Uma jogadora de Uberlândia teve seus pedidos negados pela Justiça de Minas Gerais após tentar reverter um banimento permanente do Free Fire e exigir indenização das empresas Garena e Google. A decisão da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou que a suspensão da conta foi correta, já que ficou comprovado o uso de programas ilegais para trapacear no game.
O Free Fire é um jogo eletrônico de tiro e sobrevivência disponível em celulares e mundialmente famoso.

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O motivo do banimento no Free Fire
A usuária, que possuía a patente “Mestre” (um dos níveis mais altos do jogo), procurou a Justiça pedindo a reativação da sua conta, mais uma indenização de R$ 6 mil por danos morais e a devolução de R$ 35,99 gastos em “diamantes” (moedas virtuais). Ela alegou que o bloqueio foi arbitrário e que não recebeu informações claras sobre o motivo da punição.
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No entanto, a defesa da Garena apresentou relatórios detalhados do sistema antifraude. Os dados mostraram que a conta da jogadora foi denunciada por 50 jogadores diferentes em um curto período. O sistema detectou o uso de softwares não autorizados, o que viola as regras de uso aceitas por todos os jogadores ao criarem suas contas.
Contradições e decisão final
Um ponto determinante para o juiz foi a mudança na versão da autora. Antes recorrer à Justiça, ela enviou e-mails à empresa dizendo que sua conta havia sido invadida e que “outra pessoa” teria usado os hacks. Já no processo judicial, ela mudou a história, afirmando que nunca houve uso de programas ilegais.
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O desembargador Nicolau Lupianhes Neto, relator do caso no TJMG, destacou que a Garena agiu para proteger a “integridade do ambiente competitivo”. Sobre o dinheiro gasto no jogo, o magistrado explicou que não cabe reembolso, pois a usuária perdeu o direito ao serviço ao desrespeitar as regras de conduta.
A Google Brasil também foi retirada do processo, pois a Justiça entendeu que a empresa apenas distribui o aplicativo e não tem responsabilidade sobre as punições aplicadas pela desenvolvedora do jogo.