Entenda ação movida por Daniel Alves contra construtora de Uberlândia
Ex-atleta acusa construtora de se apropriar de quatro terrenos avaliados em R$ 22 milhões e usá-los para garantir dívidas sem autorização
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O Portal Paranaíba Mais teve acesso ao processo da ação movida pelo ex-jogador Daniel Alves contra uma construtora de Uberlândia que expõe uma disputa milionária envolvendo quatro terrenos avaliados em R$ 22 milhões. O atleta afirma que a empresa se apropriou indevidamente dos imóveis, não cumpriu o contrato firmado em 2017 e ainda teria usado as áreas como garantia para um empréstimo bancário sem sua autorização. O negócio, segundo a defesa, teria sido concluído com uma assinatura falsificada do jogador.

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Ex-jogador diz ter descoberto possível golpe anos depois da permuta
Segundo a ação apresentada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Daniel Alves firmou, por meio de sua empresa Uriah Participações, um contrato de permuta de terreno por área construída com a Construtora Cássio e Adriano S/A. O acordo previa que a construtora receberia quatro terrenos no bairro Chácaras Rancho Alegre e, em troca, entregaria 56 apartamentos após erguer um empreendimento imobiliário no local.
O contrato previa prazo máximo de três anos para conclusão das obras, contados a partir da assinatura do primeiro financiamento habitacional. Caso isso não ocorresse, os imóveis deveriam retornar à posse da empresa do atleta.
A defesa afirma que, por residir no exterior e delegar a administração de seus bens, o jogador não acompanhou de perto o negócio e recebia informações de que tudo estava “dentro do previsto”.
Escritura suspeita e uso dos imóveis para dívidas
O ponto central da ação é a suspeita de que uma escritura de compra e venda tenha sido lavrada sem o conhecimento de Daniel Alves. O documento teria sido emitido em um cartório no distrito de Tapuirama, embora o imóvel e as partes envolvidas estejam em Uberlândia. Na escritura, o atleta aparece como signatário, algo impossível, afirma a defesa, porque ele estava com a Seleção Brasileira no Japão na mesma data. A suspeita é que sua assinatura tenha sido falsificada no documento.
Segundo o processo, após registrar o imóvel em nome da construtora, a empresa o utilizou como garantia em uma operação bancária formalizada em 2022. Como não teria conseguido quitar a dívida, repassou os imóveis ao banco em uma dação em pagamento (entrega de um bem para quitar uma dívida existente).
A defesa argumenta que nada disso foi informado ao jogador e que ele só descobriu a situação em novembro de 2023 ao solicitar uma matrícula atualizada do terreno.
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Tentativas de acordo não avançaram, diz defesa
O processo também relata que, após descobrir o caso, Daniel Alves tentou negociar diretamente com os sócios da construtora. Uma reunião teria sido realizada em Uberlândia, na qual foi proposta a entrega de um imóvel como parte da solução.
Entretanto, segundo a ação, a empresa não realizou os procedimentos necessários para quitar pendências sobre o bem e o acordo não avançou.
O que diz a construtora
Em nota, a Construtora Cássio e Adriano S/A. diz que “ciente das notícias recentemente veiculadas envolvendo o ex-jogador Daniel Alves, manifesta seu repúdio quanto às alegações feitas, que não correspondem à realidade e informa que todo e qualquer esclarecimento necessário será feito judicialmente.
A empresa manterá a sua política de não se manifestar sobre questões judiciais fora do contexto dos autos.”
Os advogados do ex-jogador afirmaram ao Paranaíba Mais que só vão se manifestar por meio do processo.