Caso Eduardo Adelino: dois são indiciados, mas corpo segue desaparecido
Digital e sangue humano no carro integram as provas do caso Eduardo Adelino; Polícia Civil concluiu o inquérito e mantém buscas pelo corpo em João Pinheiro
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou dois homens, de 31 e 35 anos, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver no caso Eduardo Adelino, em João Pinheiro. Uma impressão digital de um dos investigados e vestígios de sangue humano no carro da vítima integram as provas reunidas no inquérito.
Eduardo, de 28 anos, desapareceu em 9 de agosto, após dois homens o retirarem de casa e o levarem no próprio veículo. Apesar da conclusão da investigação, as equipes ainda não localizaram o corpo. Segundo a corporação, as buscas continuam.
Como o Paranaíba Mais mostrou durante as buscas em agosto, o desaparecimento mobilizou forças de segurança e moradores.

Além dos vestígios no automóvel, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, depoimentos, laudos e dados telemáticos obtidos com autorização judicial.
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Caso Eduardo Adelino: câmeras registraram ação na casa
A apuração começou após um chamado à Polícia Militar (PM) para comparecer à residência de Eduardo, no bairro Mangabeiras. Os policiais encontraram danos no portão, sinais de violência e vestígios de sangue. A perícia recolheu materiais para análise. As câmeras de segurança registraram dois homens retirando Eduardo do imóvel e colocando-o no banco traseiro do carro da vítima. Em seguida, eles deixaram o local.
Na época, o portal noticiou que a Polícia Civil investigava as imagens e as circunstâncias do desaparecimento, ainda sem confirmar a hipótese de sequestro. Em 12 de agosto, três dias após o desaparecimento, as equipes encontraram o automóvel abandonado em uma área rural às margens da BR-040.
O exame papiloscópico identificou uma impressão digital de um dos investigados. Outro laudo confirmou a presença de sangue humano e apontou indícios de tentativa de encobrir os vestígios.

Operação Último Vestígio levou à prisão dos investigados
Durante a operação Último Vestígio, a PC cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária. O primeiro investigado foi preso em 24 de agosto, em João Pinheiro. O segundo permaneceu foragido após as equipes não o encontrarem nos endereços conhecidos.
A investigação apontou que ele estaria em uma área rural de Dom Bosco. Policiais o prenderam no município em 4 de setembro, com apoio de investigadores de Unaí.
Buscas pelo corpo de Eduardo continuam
A PC encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que analisará o oferecimento de denúncia. O indiciamento representa a conclusão da investigação policial e não equivale a uma condenação. As equipes continuam à procura do corpo de Eduardo. Segundo a corporação, informações da população podem ajudar nas buscas.
Quem tiver informações pode entrar em contato com o Disque Denúncia Unificado pelo telefone 181, com garantia de anonimato.
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