Bolsonaro é preso preventivamente após tentar violar tornozeleira eletrônica
Ex-presidente foi preso pela Polícia Federal na casa onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília; segundo Moraes, o motivo da prisão foi o risco de fuga de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal no início da manhã deste sábado (22), em Brasília. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A prisão é uma medida cautelar e não tem relação com o início do cumprimento da pena de mais de 27 anos de prisão pela condenação da trama golpista. Segundo o despacho de Moraes, o risco de fuga e de interferência direta no andamento das investigações tornou insustentável a permanência do ex-presidente em liberdade.
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Leia a íntegra da decisão do STF sobre a prisão preventiva.
Ainda conforme o documento, o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou ao STF a ocorrência de violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro às 0h08 deste sábado (22). Para Moraes, o fato demonstra a intenção do ex-presidente de romper o monitoramento eletrônico “para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.
Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. Ele permanece à disposição do STF enquanto os desdobramentos do caso avançam. A audiência de custódia será por videoconferência no domingo (23).
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No despacho, Moraes também afirmou que o ex-presidente incentivou apoiadores a manter uma “vigília” em seu condomínio. A medida foi interpretada como uma maneira de tumultuar autoridades e dificultar o cumprimento do mandado. Tudo começou após o filho do político, o senador Flávio Bolsonaro (PL), convocar, pelas redes sociais na sexta-feira (21), uma vigília de orações próxima à casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.
“Importante destacar, ainda, que o condomínio do réu está localizado a cerca de 13 km do Setor de Embaixadas Sul de Brasília/DF, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América, em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 minutos de carro. Rememoro que o réu, conforme apurado nestes autos, planejou, durante a investigação que posteriormente resultou na sua condenação, a fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”, informa o despacho do mandado de prisão.