Responsável por acidente na Rondon tem prisão preventiva decretada
A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) após parecer do MPMG; defesa do acusado chegou a solicitou reclassificação do crime para homicídio culposo, mas teve pedido negado
A Jutiça decretou a prisão preventiva de Wendel de Souza Julião, 23 anos, responsável pelo acidente na Rondon Pacheco que resultou na morte de Ruth Jesuíno, no domingo (12). Wendel segue preso no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) pelo juiz João Marcos Luchesi, após acolher o parecer do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o pedido da assistência de acusação, que defendeu a necessidade da prisão preventiva diante da gravidade do caso.

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Como foi a mudança da prisão do autor de acidente na Rondon Pacheco
Inicialmente, o motorista havia recebido o benefício da liberdade provisória com medidas cautelares no início da manhã, em razão de bons antecedentes e por ser réu primário. No entanto, a decisão foi suspensa pela Justiça após pedido de reavaliação da medida protocolado pela advogada da família da vítima, Misses Francis.
Diante do novo pedido, o juiz João Marcos Luchesi decidiu suspender os efeitos da soltura e aguardar o posicionamento do Ministério Público antes de tomar uma decisão definitiva. Assim que recebeu o parecer, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
Indícios de embriaguez e alta velocidade
De acordo com os autos do processo, Wendel conduzia um carro em alta velocidade quando, após uma ultrapassagem, perdeu o controle e atingiu um veículo e uma motocicleta que estavam parados na avenida Rondon Pacheco.
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O impacto resultou na morte de Ruth Jesuíno da Silva e em lesões graves em seu filho que pilotava a motocicleta em que estavam juntos e precisou ser internado no Hospital de Clínicas da UFU, onde passou por cirurgia de reconstrução facial.
Relatos da polícia indicam que o motorista apresentava visíveis sinais de embriaguez, como:
- Fala desconexa e hálito etílico;
- Olhos vermelhos e andar cambaleante;
- Recusa em se submeter ao teste do etilômetro.
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Decisão também leva em consideração possibilidade de fuga do acusado
A nova decisão destaca que, embora o primeiro registro policial tenha citado que o motorista permaneceu no local, informações apontam que ele somente não fugiu porque foi contido por populares. Houve, inclusive, a indicação na decisão de que pessoas que o acompanhavam tentaram retirá-lo da cena antes da chegada da polícia.
A defesa de Wendel solicitou o relaxamento da prisão e a reclassificação do crime para homicídio culposo (sem intenção), mas os pedidos foram negados. O magistrado ressaltou que a “absoluta indiferença à segurança alheia” e o resultado de morte exigem uma resposta mais firme.