Acusado de matar pai e filho em bar de Uberlândia pega 24 anos de prisão
Réu matou Flávio e Waldomiro Pacheco em 2019, após uma discussão e ficou anos foragido até ser preso em São Paulo; ele deverá cumprir a pena em regime fechado
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Mais de 7 anos após matar pai e filho em um bar de Uberlândia, Marcus Winycius Cotrim Silva, de 33 anos, foi condenado a 24 anos de reclusão por duplo homicídio qualificado por motivo fútil. O julgamento, realizado pela Terceira Vara Criminal no Fórum de Uberlândia, teve início na tarde de quinta-feira (11).
Marcus Winycius já se encontra detido no Presídio Professor Jacy de Assis desde o dia 5 de junho deste ano. De acordo com a sentença, o réu iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

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Réu ficou anos foragido e foi preso em SP
Marcus Winycius não foi preso em flagrante na época do crime e chegou a se apresentar na delegacia acompanhado de um advogado, sendo liberado em seguida. Mas, assim que a Justiça deferiu o pedido de prisão preventiva, ele fugiu da cidade e passou anos foragido.
A fuga terminou quando ele foi localizado e capturado em 2025 na cidade de Hortolândia, no interior de São Paulo. Na ocasião, Marcus passou por audiência de custódia virtual na Segunda Vara Criminal de Hortolândia e foi mantido em isolamento no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Sumaré-SP, até que o mandado fosse recambiado e ele fosse transferido de volta ao Triângulo Mineiro.
Relembre o caso: discussão em bar de Uberlândia terminou em execução
O duplo homicídio aconteceu na madrugada de 17 de fevereiro de 2019, em um bar localizado na Rua Padre Américo Ceppi, no bairro Brasil, em Uberlândia. O estabelecimento estava movimentado no momento do crime e o circuito de uma câmera de segurança registrou toda a ação.
Veja o vídeo:
De acordo com o boletim de ocorrência e relatos do dono do bar, Flávio Pacheco, de 42 anos, e Waldomiro Pacheco, de 23 anos, estavam bêbados, incomodando os clientes quando se envolveram em uma discussão e se aproximaram da mesa onde Marcus Winycius estava acompanhado de duas mulheres e um amigo.
Testemunhas relataram que, durante o desentendimento inicial, o réu saiu do bar, buscou uma pistola que estava escondida em um carro e retornou para a mesa com a arma escondida na cintura.
Minutos depois, pai e filho retornaram à mesa. Conforme os relatos de testemunhas presenciais, as vítimas se aproximaram com o intuito de pedir desculpas, mas uma nova discussão foi iniciada. Marcus Winycius se levantou, sacou a arma e disparou à queima-roupa no peito do jovem Waldomiro. O pai, Flávio, tentou acudir o filho caído no chão e também foi baleado.
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Após os tiros, o autor guardou a arma na cintura e saiu tranquilamente do salão. As duas vítimas morreram antes da chegada do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
Na fuga, o reu entrou num carro preto com os amigos, que desceram nas proximidades do bairro Pampulha, enquanto o réu seguiu trajeto sozinho. O dono do bar ainda relatou à polícia na época que na mesa onde tudo aconteceu, uma identidade havia sido esquecida. O documento, que era de um dos amigos do Marcus, se tornou a peça-chave da investigiação que levou até o autor do crime.
A reportagem tenta contato com a defesa de Marcus Winycius.